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Isabelle Nogueira decide ser agenciada pela Mynd, empresa envolvida em polêmica e que quase virou alvo de CPI

No início deste ano, deputados federais tentaram abrir a CPI da “Máfia Digital” para investigar a agência de Fátima Pissarra e Carlos Scappini.

Por Natan AMPOST

01/08/2024 às 19:27 - Atualizado em 02/08/2024 às 09:17

A ex-BBB e cunhã-poranga do Boi Garantido, Isabelle Nogueira, anunciou nesta quinta-feira (1) sua decisão de não renovar contrato com a Rede Globo e passar a administrar sua carreira comercial com a agência Mynd, que pertence aos empresários Fátima Pissarra e Carlos Scappini. Essa decisão, no entanto, é questionável, especialmente considerando o histórico controverso da Mynd, que esteve envolvida em uma polêmica significativa no início deste ano, culminando em um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da “Máfia Digital”. Embora a CPI não tenha sido concretizada, as acusações e suspeitas que cercam a agência são motivo de preocupação.

Isabelle declarou ao Portal Leo Dias: “A parceria com a Mynd representa um novo capítulo emocionante na minha carreira. Estou animada para trabalhar com uma equipe que entende e valoriza a cultura amazônica tanto quanto eu. Juntos, vamos poder levar a mensagem de preservação cultural e ambiental a um público ainda maior.”

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De acordo com a Mynd, a união entre eles e a manauara “ressoa profundamente com os valores da Mynd” e a promessa é fortalecer o objetivo de Isa, que é propagar e proteger as tradições indígenas e a cultura da Amazônia.

No entanto, o entusiasmo de Isabelle parece ignorar as sombras que pairam sobre a Mynd.

Mynd: Um Passado Sombrio

A Mynd, responsável por cuidar da imagem de mais de 400 artistas e influenciadores, esteve no centro das atenções no início do ano devido a suspeitas de irregularidades em suas operações. A proposta da CPI da “Máfia Digital” tinha como objetivo investigar essas atividades suspeitas, especialmente a alegação de que políticos de esquerda teriam realizado pagamentos à Mynd, utilizando verba pública, para apoiar a candidatura de Lula nas eleições de 2022.

Além disso, a Mynd e a empresa de estratégias de comunicação digital Banca Digital iniciaram um parceria em 2020 que foi encerrada em março deste ano em meio a repercussão da crise de imagem causada pelo suicídio da jovem Jéssica, no final de 2023, após o perfil Garotx do Blog, ligado à Banca Digital, repercutir no Instagram sobre o suposto relacionamento dela com o humorista Whinderson Nunes. Em seguida, a página Choquei, teria aderido ao linchamento virtual da menina, levando ao agravamento de sua crise depressiva e ao desfecho dramático.

A Mynd8 era responsável por conectar marcas com os perfis administrados pela Banca Digital.

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Documentário

A Mynd8 foi alvo do documentário “Choquei – Lacrando Vidas”, lançado no YouTube pelo empresário Daniel Penin. O vídeo aborda o suicídio de Jéssica como um fio condutor da história, e em suas imagens denuncia a agência por movimentar centenas de milhões de internautas para fins comerciais.

Assista:

Inquérito

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) anunciou em março deste ano a conclusão do inquérito sobre a morte da jovem Jéssica Canedo, de 22 anos, ocorrida em Araguari, no Triângulo Mineiro, no dia 22 de dezembro de 2023. De acordo com o delegado Felipe Monteiro, as investigações revelaram que os prints divulgados nas redes sociais foram forjados pela própria Jéssica.

“Nós identificamos os três perfis de onde teriam sido originadas as notícias no suposto envolvimento. E a partir desses três perfis, nós pedimos quebras de sigilo e apuramos que os dados de criação e acesso aos perfis no período de dezembro de 2022 e 2023, quando as notícias foram divulgadas, todos remetiam à própria jovem”, afirmou Monteiro em entrevista ao jornal O Globo.

Apesar dos apelos feitos por Jéssica, sua mãe e o humorista Whindersson Nunes para a remoção dos prints, as páginas de fofoca mencionadas não foram indiciadas. A investigação revelou que Jéssica gerenciava os perfis envolvidos na disseminação dos prints, que incluíam informações como telefone, e-mail e endereços de IP relacionados à jovem.

O relatório final da polícia exclui qualquer envolvimento direto das páginas de fofoca na criação e disseminação dos prints, apontando que a jovem era a responsável por todas as ações relacionadas. A conclusão do inquérito encerra o caso, que gerou ampla repercussão nas redes sociais e na mídia.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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