Covardia: Moraes vota para condenar Fátima de Tubarão pelo 8/1
Ela é acusada de participação na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.
- Foto: reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou para condenar Maria de Fátima Mendonça Jacinto, conhecida como Fátima de Tubarão, a 17 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira (2/8) o julgamento da ação penal contra a idosa. Ela é acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de participação na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.
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Fátima de Tubarão, de 69 anos, foi detida na terceira fase da Operação Lesa Pátria em 27 de janeiro de 2023, apenas 20 dias após os atos. O caso da idosa levanta dúvidas sobre a proporcionalidade das penas aplicadas.
A PGR a acusa de crimes graves, incluindo associação criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado. No entanto, a severidade da pena proposta por Moraes gera debate sobre a medida ser um reflexo de justiça ou um exemplo de autoritarismo judicial.
Durante o vandalismo no Palácio do Planalto, Fátima foi filmada incitando a violência com frases como “Vamos para a guerra, é guerra agora. Vamos pegar o Xandão agora”, referindo-se ao próprio ministro Alexandre de Moraes, relator da ação no STF. Este contexto não deve ser ignorado, mas a aplicação de uma pena tão extensa para uma idosa com problemas de saúde parece desproporcional aos olhos de muitos críticos.
A defesa de Fátima argumentou pela retirada da prisão preventiva, alegando problemas de saúde que tornavam sua permanência na cadeia um risco significativo. No entanto, em junho, Moraes manteve a prisão preventiva, uma decisão que pode ser vista como um reflexo de uma postura inflexível e punitiva, pouco sensível às circunstâncias individuais da acusada.
Em sua decisão, o ministro também defendeu que a ré e os demais condenados pelos ataques em Brasília paguem indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
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