Flávio Bolsonaro critica taxação de prêmios em dinheiro recebidos por atletas nas Olimpíadas de Paris
Parlamentar destacou que, embora troféus e medalhas sejam isentos de impostos desde 2017, as premiações monetárias ainda são tributadas.
- Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou sua insatisfação com a taxação dos prêmios em dinheiro recebidos por atletas durante a Olimpíada de Paris. Em uma postagem no Twitter, o parlamentar destacou que, embora troféus e medalhas sejam isentos de impostos desde 2017, as premiações monetárias ainda são tributadas.
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“Premiação em dinheiro paga [imposto]”, escreveu Flávio Bolsonaro em sua conta no Twitter, agora renomeada como X. “Pelas regras da Receita Federal, a taxa é de 27,5%.” A alíquota mencionada pelo senador refere-se ao Imposto de Renda cobrado sobre brasileiros com renda superior a R$ 4,6 mil mensais.
A Receita Federal, em resposta à polêmica, confirmou que as medalhas não estão sujeitas à tributação. Em nota, o órgão esclareceu: “O atleta medalhista que desembarcar no país trazendo consigo, em sua bagagem, medalha olímpica, não estará sujeita à tributação deste bem.”
A tabela atual de tributos do Imposto de Renda estabelece as seguintes alíquotas: até R$ 2.259,20 — isento; de R$ 2.259,21 até R$ 2.826,65 — 7,5%; de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 — 15%; de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 — 22,5%; e acima de R$ 4.664,68 — 27,5%. Desta forma, atletas que recebem prêmios em dinheiro estão sujeitos à maior alíquota.
As críticas de Flávio Bolsonaro ocorrem em um momento em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem sido alvo de memes e críticas nas redes sociais devido ao que muitos consideram um excesso de taxação. O tema ganhou destaque especialmente após a discussão sobre a tributação das premiações esportivas.
A reação nas redes sociais foi rápida e variada, com usuários divididos entre apoiar o senador e criticar a carga tributária do país. Enquanto alguns concordam que a taxação sobre prêmios em dinheiro é elevada e injusta para os atletas que representam o Brasil internacionalmente, outros defendem a necessidade de impostos para a manutenção dos serviços públicos e a redistribuição de renda.
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