Oposição na Venezuela denuncia prisão de coordenadora de campanha e ativistas com deficiência
A denúncia foi feita por meio de uma publicação no X.

Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, denunciou nesta quarta-feira (7) a prisão de María Oropeza, coordenadora de campanha da coalizão liderada por Edmundo González, no estado de Portuguesa. Segundo Machado, Oropeza foi detida à força e está desaparecida. A denúncia foi feita por meio de uma publicação no X (antigo Twitter), onde também foi compartilhado um vídeo do momento da prisão, aparentemente gravado durante uma transmissão ao vivo.
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Além disso, a Confederação de Surdos da Venezuela (Consorven) relatou que pelo menos três pessoas com deficiência foram presas recentemente no país. Entre os detidos está Daniel Rojas, um jovem surdo de 27 anos, interceptado pela Guarda Nacional Bolivariana em Caracas na semana passada. Rojas, que não usa linguagem gestual e tem dificuldades de comunicação, foi levado para a prisão de Yare, no estado de Miranda.
Outros casos incluem a detenção de um jovem com autismo em Los Teques, também em Miranda, e de outro jovem em Caracas, que tem dificuldades de aprendizagem e memória de curto prazo. A ONG Consorven e outras entidades de direitos humanos exigem que o governo venezuelano respeite os direitos constitucionais das pessoas com deficiência, garantidos pela Constituição e tratados internacionais.
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, afirmou que todos os detidos terão seus direitos respeitados e garantiu um julgamento justo. Até o momento, a ONG Foro Penal registrou 1.102 pessoas presas desde 29 de julho, incluindo adolescentes e indígenas.
Redação AM POST
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