Jornalistas presos em protestos são acusados de terrorismo na Venezuela
Sindicato dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) denunciou a recusa de acesso à defesa para os profissionais detidos após a eleição.

Foto: Pedro Rances Mattey/Anadolu via Getty Images
A recente reeleição de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela desencadeou uma nova onda de protestos e, com ela, a detenção de quatro jornalistas que agora enfrentam acusações de crimes de terrorismo. O Sindicato dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) denunciou a prisão desses profissionais e alegou que suas condições de detenção violam os direitos fundamentais.
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Os jornalistas envolvidos são os repórteres fotográficos Yousner Alvarado, detido em Barinas, e Deisy Peña, presa em Miranda; o repórter cinematográfico Paúl León, preso em Trujillo; e o jornalista José Gregorio Carnero, encarcerado em Guárico. Segundo o SNTP, todos estavam exercendo suas funções durante os protestos que surgiram após a reeleição de Maduro, quando foram abordados pelas autoridades.
O sindicato alegou que, além das acusações de terrorismo, os advogados dos jornalistas não foram autorizados a acessar seus clientes, o que configura uma violação dos direitos de defesa. Em um comunicado divulgado no Instagram, o SNTP afirmou que o governo está aplicando “o uso ilegal e arbitrário das leis antiterrorismo” para silenciar a cobertura da mídia sobre os eventos atuais.
As tensões na Venezuela têm se intensificado desde a reeleição de Maduro, e a repressão aos jornalistas reflete o ambiente hostil enfrentado pela imprensa no país. A ONG Provea atualizou os dados sobre os protestos, confirmando que o número de mortes subiu para 24, com 23 civis e um militar entre as vítimas. O agravamento da situação política e social tem levado a um clima de insegurança e repressão.
Redação AM POST
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