Família de vítima do Titan acusa empresa de negligência e pede R$ 280 milhões
Advogados dizem que tripulação sabia que ia morrer antes da implosão.
- amish Harding, Shahzada Dawood, Suleman Dawood, Paul-Henri Nargeolet e Stockton Rush Obtido. Foto: Reprodução/CNN
A família de Paul-Henri Nargeolet, uma das cinco vítimas da implosão do submersível Titan, entrou com uma ação judicial contra a empresa OceanGate, alegando que a tripulação sabia que iria morrer antes da tragédia. A demanda por indenização de R$ 280 milhões foi protocolada no Condado de King, no estado de Washington, EUA, e acusa a empresa de grave negligência.
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Os advogados dos familiares afirmam que a tripulação enfrentou “terror e angústia mental” antes da implosão e que a responsabilidade pela tragédia recai sobre a OceanGate devido à sua “persistente negligência e imprudência”. A empresa, que já havia ignorado alertas sobre a segurança do submersível, não se pronunciou sobre o processo.
O Titan, que desapareceu em 18 de junho de 2023 enquanto se dirigia aos destroços do Titanic a cerca de 4.000 metros de profundidade, perdeu contato com o navio-mãe Polar Prince 1h45 após iniciar a descida. A Guarda Costeira dos EUA encontrou os destroços em 22 de junho, confirmando que a causa foi uma “implosão catastrófica” devido à pressão externa superior.
A viagem, que custou US$ 250 mil por passageiro, teve como objetivo explorar os destroços do Titanic. Além de Nargeolet, estavam a bordo o bilionário Hamish Harding, o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Suleman, e Stockton Rush, CEO da OceanGate. A empresa suspendeu suas operações duas semanas após o acidente e investigações continuam sobre as causas da falha.
Redação AM POST
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