Ministério Público investiga envolvimento entre PCC e o Corinthians
De acordo com fontes ligadas à investigação, o carnaval pode ter sido uma das portas de entrada para a facção no Corinthians.

Foto: Reprodução
O Ministério Público de São Paulo, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), está aprofundando suas investigações sobre uma possível infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Sport Club Corinthians Paulista. A suspeita é que membros próximos da atual gestão do clube possam estar envolvidos com a facção criminosa, um desdobramento do já conhecido ‘caso VaideBet’
PUBLICIDADE
De acordo com fontes ligadas à investigação, o carnaval pode ter sido uma das portas de entrada para a facção no Corinthians. Esta estratégia não seria inédita, já que eventos de grande porte como o carnaval têm sido utilizados anteriormente pelo crime organizado para estabelecer conexões em diversos setores.
Os promotores do caso indicam que a principal motivação do PCC seria a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas através de negócios legais. Essa prática tem sido observada em outros contextos, como no transporte público e em contratos de serviços com prefeituras e Organizações Sociais na área da saúde.
As suspeitas apontam para pessoas ligadas à atual gestão do Corinthians, liderada pelo presidente Augusto Melo. No entanto, até o momento, não há evidências concretas que liguem diretamente o presidente ao crime organizado. Em meio às investigações, o ex-superintendente de Comunicação do clube, Wagner Vilaron, será ouvido pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Vilaron foi uma figura-chave no início da gestão de Melo e poderá oferecer informações cruciais.
O inquérito principal, que investiga o caso VaideBet, está previsto para ser concluído apenas no final do ano. A análise dos dados bancários obtidos através da quebra de sigilo das pessoas e empresas envolvidas está em andamento. A denúncia sobre a infiltração do PCC foi inicialmente feita pelo ex-diretor de futebol Rubens Gomes, o Rubão, e confirmada por outras fontes internas do clube. Além do carnaval, outras possíveis portas de entrada incluem casas de apostas, torcidas organizadas ou seguranças associados ao Corinthians.
Nos últimos três meses, as investigações avançaram, revelando irregularidades na empresa de intermediação de Alex Cassunde, a Rede Social Mídia, responsável pelo patrocínio da VaideBet ao clube. A casa de apostas encerrou o contrato com o Corinthians em junho, alegando violação de cláusula anticorrupção. O Corinthians, por sua vez, defende a legalidade de suas transações e nega qualquer envolvimento com práticas ilícitas.
Redação AM POST
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





