Integrantes de facção criminosa são presos por cortar cabelo e torturar mulher em ‘Tribunal do Crime’
A vítima chegou a ser cortada com uma faca e ter parte do cabelo e das sobrancelhas raspados com uma lâmina para que confessasse uma suposta delação feita a um policial militar.
- A Polícia Civil do Pará realizou a segunda fase da Operação Akã II em Uruará, visando prender integrantes de uma facção criminosa envolvidos em crimes de tortura e associação criminosa.
- Foram cumpridos cinco mandados contra suspeitos de torturar uma usuária de drogas, motivados por uma suposta delação sobre ponto de venda de drogas; a vítima sofreu agressões e ameaças, incluindo a morte de seu companheiro dias depois.
- As investigações continuam sobre o caso da tentativa de homicídio contra a vítima de tortura, que sobreviveu após ser baleada cinco vezes, e uma pessoa já foi presa relacionada ao assassinato do companheiro dela.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Uruará, com apoio da equipe de Altamira, deflagrou, no domingo (11), a segunda fase da Operação Akã II que teve como finalidade prender integrantes de uma facção criminosa que atuava no município de Uruará, sudoeste paraense.
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Ao todo, cinco mandados foram cumpridos pelas equipes da Polícia Civil contra pessoas indiciadas e já denunciadas pelo Ministério Público pela suposta participação em crimes de tortura e associação criminosa, cometido contra usuária de drogas, fato motivado pela suposta delação de ponto de venda de drogas no município. Os mandados foram expedidos pela Comarca de Uruará.
O delegado-geral, Walter Resende, ressalta que, “a Polícia Civil do Pará vem fortemente intensificando o combate às facções e suas práticas criminosas. Nosso objetivo é desarticular esses grupos e garantir a segurança a população”, disse o titular da PCPA.
De acordo com as investigações, teria sido dada uma ordem de execução da vítima por parte de uma facção criminosa, o que não foi concretizado, uma vez que um integrante da facção, ainda não identificado, chegou no momento e interrompeu a sessão de tortura.
A vítima chegou a ser cortada com uma faca e ter parte do cabelo e das sobrancelhas raspados com uma lâmina para que confessasse uma suposta delação feita a um policial militar. Na ocasião, a vítima recebeu a notícia que seu companheiro, também usuário de drogas, seria morto assim que fosse encontrado, fato que ocorreu quatro dias depois.
“Este homicídio contra o companheiro da vítima de tortura já foi solucionado pela Delegacia de Uruará, inclusive havendo uma pessoa presa que é objeto de outra investigação policial”, explicou o Diretor de Polícia do Interior (DPII), Henisson Jacob.
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A vítima de tortura, posteriormente, chegou a ser atingida com cinco disparos de arma de fogo, mas conseguiu sobreviver, o que também é objeto de outro inquérito policial que está em andamento.
*Com informações da assessoria
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