Ministro Alexandre Silveira quer agilizar entrega da AM Energia aos irmãos Batista e fala em colapso do setor elétrico no estado
Alexandre denunciou boicote das agências reguladoras e alertou sobre riscos no setor elétrico do Amazonas caso a concessão da concessionária não seja agilizada.
- Foto: reprodução
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, fez duras críticas às agências reguladoras durante uma audiência na Câmara dos Deputados na última terça-feira (13). Segundo Silveira, há um boicote orquestrado contra o governo do presidente Lula (PT), supostamente conduzido por integrantes das agências que foram nomeados na gestão de Jair Bolsonaro (PL). A afirmação foi feita enquanto o ministro respondia a questionamentos do deputado federal Sidney Leite (PSD-AM) sobre a situação crítica no setor elétrico do Amazonas.
PUBLICIDADE
A principal preocupação do ministro está relacionada ao processo de transferência do controle acionário da distribuidora Amazonas Energia, atualmente sob a administração da Oliveira Energia. A Âmbar, braço de energia da holding J&F, pertencente aos irmãos Wesley e Joesley Batista, apresentou uma proposta para assumir a concessão da empresa. Contudo, Silveira demonstrou apreensão quanto ao respeito aos prazos estabelecidos pela Medida Provisória 1.232, que regulamenta essa transição.
“Vamos ver se a Aneel, sem interesse político, mas com interesse público, cumpra com os prazos da medida provisória para que não tenhamos um colapso do setor elétrico lá no Amazonas, o que é uma preocupação minha”, declarou o ministro, em tom de alerta. A declaração reflete a urgência da situação, dado que o estado do Amazonas enfrenta desafios significativos em sua infraestrutura elétrica, e qualquer atraso na transição de controle poderia agravar ainda mais a crise no fornecimento de energia.
Sob suspeita de favorecimento ao grupo J&F dos irmãos Batista, que controla a Âmbar, Silveira enfatizou que o governo não tem interesse em quem assumirá o controle acionário da Amazonas Energia, contanto que o novo gestor seja capaz de prestar um serviço eficiente.
“Para mim, não importa a cor do gato, o que importa é que ele cace o rato. Se vai ser José, Manoel ou Maria, se vai ser BTG, se vai ser JBS, se vai ser Ometto, se vai ser fulano, se vai ser Equatorial, se vai ser Cemig, não me interessa. As questões objetivas têm que ser apresentadas à Aneel para ver quem vai prestar o serviço”, declarou.
Silveira ressaltou que todas as ações foram tomadas dentro dos limites possíveis da Medida Provisória, e que qualquer pressão para flexibilizar mais o processo foi resistida em nome do interesse público.
“Inclusive, houve muita pressão para que isso fosse feito com mais flexibilidade, mas só fizemos aquilo que a Aneel e o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, com 13 profissionais de distintas áreas, assinaram”, concluiu o ministro, destacando que o processo seguiu critérios técnicos e transparentes.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






