Conversa vazada revela que auxiliar de Moraes sugeriu ‘mandar jagunços’ para prender Allan dos Santos nos EUA
Em uma das mensagens, a equipe de Moraes disse que considerou pegar o jornalista e levá-lo em um avião.
- Foto: reprodução
Em uma revelação chocante, o juiz auxiliar Marco Antônio Vargas, que trabalha no gabinete do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), expressou o desejo de “mandar uns jagunços pegarem” o jornalista Allan dos Santos, atualmente residindo nos Estados Unidos. A conversa ocorreu em 2022, enquanto Vargas ainda atuava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante o período em que Moraes presidia a Corte. As declarações foram reveladas em uma série de reportagens publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo.
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A mensagem foi trocada pelo aplicativo WhatsApp entre Vargas e seu colega Airton Vieira, também integrante do TSE na época. Durante a conversa, Vargas manifestou sua frustração com a falta de ação das autoridades internacionais em relação ao jornalista. “Dá vontade de mandar uns jagunços pegar esse cara na marra e colocar num avião brasileiro”, disse Vargas a Vieira, refletindo o sentimento de impotência diante da negativa da Interpol de incluir o nome de Allan dos Santos na lista vermelha, que é utilizada para pedidos de captura internacional.
As críticas de Vargas e Vieira também foram direcionadas ao governo dos Estados Unidos, que até então não havia atendido às solicitações do Brasil para a extradição de Allan dos Santos. A situação foi classificada como “sacanagem” por Vargas, que demonstrou profundo descontentamento com a postura das autoridades norte-americanas. Vieira, por sua vez, respondeu de maneira conivente, afirmando que essa inação encorajava o jornalista a continuar com suas atividades sem receios: “Com certeza. Por isso esse idiota do Allan dos Santos se sente livre para fazer o que faz.”
O caso levanta preocupações sobre os limites da atuação de membros do Judiciário em questões que envolvem a liberdade de imprensa e os direitos individuais. A expressão de um desejo violento, como o de “mandar jagunços”, revela uma postura preocupante dentro de uma instituição que deveria prezar pela imparcialidade e respeito aos direitos fundamentais.
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