Ex-jornalista da Globo faz post detonando Silvio Santos após morte do apresentador e é curtido por Boninho
Luis Erlanger acabou causando polêmica e sendo criticado pelos seguidores.
- Foto: Reprodução
A morte de Silvio Santos, um dos maiores ícones da televisão brasileira, gerou uma onda de homenagens e comoção nas redes sociais e nos veículos de comunicação. No entanto, o ex-jornalista da Globo, Luis Erlanger, decidiu adotar um tom diferente ao comentar sobre o falecimento do apresentador e dono do SBT. Em uma postagem no Instagram, Erlanger fez duras críticas a Silvio, destacando aspectos controversos de sua trajetória e causando uma verdadeira tempestade de reações entre seus seguidores.
“No Brasil, morrer vem com anistia automática. E bajulação”, escreveu Erlanger em sua publicação, dando início a uma reflexão que contrastava com a maioria das manifestações que exaltavam a carreira de Silvio Santos. Apesar de reconhecer a importância de Silvio na história da televisão brasileira, o ex-jornalista fez questão de apontar situações polêmicas envolvendo o apresentador, afirmando que ele era “santo só no sobrenome”.
Luis Erlanger relembrou o apoio de Silvio Santos ao golpe militar de 1964, mencionando que o dono do SBT teria admitido ter ganhado o canal de televisão das mãos do general João Figueiredo, último presidente do regime militar. Ele também criticou a exibição de campanhas com o slogan “Brasil, ame-o ou deixe-o” durante os intervalos da programação da emissora, além do retorno do quadro “A Semana do Presidente” durante o governo Bolsonaro, que foi um resgate de um formato utilizado durante a ditadura.
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Entre as críticas, Erlanger destacou um episódio em que Silvio Santos teria retirado um prêmio musical de uma candidata negra, desrespeitando a escolha do auditório. O ex-jornalista também acusou o apresentador de ter “furtado” o projeto original do Big Brother Brasil (BBB) ao lançar o programa “Casa dos Artistas”. Além disso, relembrou um episódio em que Silvio teria agido de forma “covarde” contra o dramaturgo Zé Celso e o Teatro Oficina, em São Paulo.
A postagem de Luis Erlanger rapidamente se tornou alvo de críticas, com muitos internautas desaprovando a postura do ex-jornalista, considerando-a desrespeitosa no momento de luto. No entanto, a publicação foi curtida pelo direto da Globo, Boninho, que comanda o Big Brother Brasil.
Leia texto compelto:
No Brasil, morrer vem com anistia automática. E bajulação.
É indiscutível que Sílvio Santos está no topo na história da nossa televisão. No seu gênero (prefiro o Chacrinha ), o maior apresentador de programa de auditório.
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O Baú da Felicidade – que ganhou de presente – era uma uma picaretagem.
Lançou a Tele Sena, um modelo de aposta proibido disfarçado de título de capitalização. Sem lastro.
Só não foi candidato à presidência da República porque foi considerado inelegível. Apoiou todos os presidentes e se dizia “office boy de luxo do governo”. De qualquer governo.
Como outros magnatas da Comunicação – como Roberto Marinho – apoiou o golpe militar.
Mas foi além.
Ele mesmo admitia que ganhou o canal de TV do general-ditador Figueiredo.
Nos intervalos, exibia campanhas com o slogan do regime militar “Brasil, ame-o ou deixe-o”.
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No governo Bolsonaro, voltou com “A Semana do Presidente”, exibido na ditadura.
Tirou um prêmio musical de uma candidata negra, contrariando a escolha do auditório.
Em 2010 descobriu-se que seu banco PanAmericano fez operações fraudulentas de R$ 4,3 bi, o maior escândalo financeiro da década.
Furtou o projeto original do BBB e batizou de Casa dos Artistas. Ninguém se recorda da covardia contar Zé Celso e o Teatro Oficina? Enfim, um dos ícones da nossa TV. Mas santo só no sobrenome.
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