Lewandowski demite agente da PRF que ensinou técnica de tortura com gás em curso
Ronaldo Braga Bandeira Júnior, que ficou conhecido em 2022 após vídeo ensinando a fazer câmara de gás, foi demitido por Ricardo Lewandowski.
- Foto: reprodução
O policial rodoviário federal Ronaldo Braga Bandeira Júnior, que ganhou notoriedade em 2022 após a viralização de um vídeo polêmico, foi demitido da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em 24 de julho de 2024, por decisão do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. A decisão foi motivada por sua participação na administração de uma empresa privada, o que configura infração disciplinar de acordo com as normas da PRF.
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A demissão de Ronaldo Braga ocorre após um período conturbado na carreira do policial, que já havia sido suspenso por 90 dias devido ao episódio do vídeo onde ele ensinava a fazer uma câmara de gás. No entanto, o novo procedimento administrativo que resultou em sua exoneração teve origem em uma acusação anterior, de 2017/18, relacionada à gestão de uma empresa privada.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) solicitou a demissão do policial Ronaldo Bandeira, que está lotado em Santa Catarina. Um vídeo viralizou, mostrando o policial, que também atua como instrutor em um cursinho, ensinando aos alunos como montar uma "câmara de gás" dentro de uma… pic.twitter.com/ABn1zz7lhR
— Flávio Costa (@flaviocostaf) October 26, 2023
Em uma publicação nas redes sociais, Ronaldo Braga expressou sua surpresa e descontentamento com a reabertura do processo. “Quando achei que tudo tivesse acabado e que, enfim, tudo estaria bem, fui surpreendido com a abertura de um processo de 2017/18, que era acusado de gerência de empresa. Após muitas provas e diligências, havia sido também absolvido de forma ampla. Porém, após um pedido de reabertura (por qual motivo? Não sei!), conseguiram me demitir da instituição. Então, quero dar os parabéns a todos os envolvidos que neste momento devem estar comemorando”, escreveu ele no Instagram.
A portaria de exoneração detalha que Ronaldo foi demitido por ter participado da gerência ou administração de uma sociedade privada, especificamente de um curso preparatório para carreiras policiais, chamado RB Carreiras Policiais, no qual ele aparece como sócio. Esta atividade é proibida para servidores públicos, segundo as regras da PRF, pois pode gerar conflito de interesses e comprometer a imparcialidade no exercício da função pública.
Apesar de sua demissão, Ronaldo Braga adotou um tom desafiador em sua declaração, insinuando que agora terá mais liberdade para se dedicar à empresa. “Mas não tem problema, não. Agora, posso deixar a empresa mais forte e, agora, sim, cuidar e administrar (como nunca fiz) a empresa e entregar o melhor aos alunos”, comentou o ex-policial em sua publicação.
A demissão oficializada pelo ministro Lewandowski ocorreu pouco mais de três meses após o término da suspensão de Ronaldo Braga pelo episódio da “câmara de gás”. Na ocasião, apesar da recomendação da corregedoria da PRF pela demissão do policial, Lewandowski optou por aplicar apenas uma suspensão de 90 dias, decisão que gerou controvérsia e dividiu opiniões na opinião pública.
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