Deltan Dallagnol acusa Moraes de ‘arbitrariedades e escolha de alvos’
O ex-procurador da República alegou que o ministro tem realizado perseguição política.
- Deltan Dallagnol. Foto: Reprodução YouTube Revista Oeste
Durante entrevista ao programa Oeste Sem Filtro na quinta-feira (22), o ex-procurador da República e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de cometer arbitrariedades e selecionar alvos para investigação.
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“A ‘Vaza Toga’ mostrou, por exemplo, que havia vários posts sobre um evento em Nova York e ele decidiu investigar especificamente a Carla Zambelli e o Alan dos Santos”. Segundo ele, isso demonstra um direcionamento e escolha de alvos, caracterizando uma perseguição política.
A polêmica, conhecida como “Vaza Toga”, surgiu após o jornal Folha de S. Paulo revelar mensagens em que Moraes solicitava que assessores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigassem alvos de inquéritos do STF.
Dallagnol comparou a situação com o escândalo “Vaza Jato”. “Os próprios assessores confessam que a atuação com Moraes era errada”.
Ele também criticou o fato de Moraes acumular os papéis de investigador, acusador e julgador, destacando que muitos investigados não possuem foro privilegiado e, portanto, não deveriam ser julgados pelo STF.
“Moraes atuava de três em um: era investigador policial, acusador e então decidia, como se fosse imparcial”, explicou Dallagnol.
Redação AM POST
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