Fumaça volta a encobrir cidades do Amazonas e qualidade do ar cai a níveis perigosos
O índice de qualidade do ar foi considerado “muito ruim” em Itacoatiara, no interior do Amazonas, e em praticamente toda Manaus.

Foto: Reprodução
Na manhã desta terça-feira, 27, cidades do Amazonas foram novamente atingidas por uma densa camada de fumaça, resultado de queimadas e desmatamento. De acordo com o Sistema Eletrônico Ambiental (App Selva), a qualidade do ar foi classificada como “muito ruim” em Itacoatiara e em quase toda Manaus.
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Manaus, a capital do estado, enfrenta sua sexta ocorrência do ano com níveis de poluição que representam um risco significativo para grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com condições respiratórias ou cardiovasculares. A situação é particularmente crítica devido à combinação de queimadas e a estiagem severa que afeta toda a Amazônia.
Em Itacoatiara, o problema é também grave. A cidade enfrenta pela terceira vez neste ano um nível “ruim” de qualidade do ar, com a escala do APP Selva registrando 109,6 pontos. Moradores da cidade expressam sua preocupação com a situação.
A crise ambiental no Amazonas está se agravando, refletida nos números alarmantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Até o último sábado, 27, foram registrados 7 mil focos de queimadas apenas neste mês, superando o total de agosto de 2023.
Para enfrentar a situação, o governo do Amazonas mobilizou cerca de 200 bombeiros para uma operação especial, denominada Operação Aceiro, com o objetivo de combater as queimadas no Sul do Amazonas e na Região Metropolitana de Manaus.
A população local aguarda ansiosamente por medidas mais eficazes que possam mitigar os efeitos devastadores dos incêndios e melhorar a qualidade do ar na região.
Redação AM POST
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