Conheça história de Madame LaLaurie, a socialite que mutilou seus empregados
Descubra a chocante história de Madame LaLaurie, uma socialite americana responsável por torturar e matar dezenas de escravizados na Mansão LaLaurie.

Foto: internet
Madame LaLaurie, uma socialite americana, é lembrada não por suas contribuições à sociedade, mas pelos horríveis crimes que cometeu contra seus empregados escravizados. Nascida Marie Delphine Macarty em 1787, em Nova Orleans, a figura de Madame LaLaurie ficou marcada por uma vida de crueldade e impunidade. Sua história é uma das mais perturbadoras da história americana, revelando o lado sombrio da escravidão e da opulência.
O Início da Vida de Madame LaLaurie
Marie Delphine Macarty, conhecida como Madame LaLaurie, nasceu em uma família rica e influente que possuía plantações e vivia com grande extravagância. Com apenas 14 anos, casou-se com Ramon López y Ángulo de la Candelaria, um homem 21 anos mais velho. O casamento terminou tragicamente com a morte de seu marido em um naufrágio, enquanto Marie estava grávida de seu primeiro filho.
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Aos 20 anos, Marie casou-se novamente, desta vez com Jean Paul Blanque, com quem teve quatro filhos. Após a morte repentina de Blanque, Marie Delphine ficou endividada. A herança deixada por seu pai em 1824 ajudou-a a recuperar sua fortuna e status social.
Em 1826, Marie Delphine iniciou um romance com Louis LaLaurie, um quiroprático francês mais jovem. Eles se casaram em 1828 e tiveram um filho. Embora o casamento tenha sido tumultuado, o casal adquiriu uma imponente casa em Nova Orleans, conhecida como Mansão LaLaurie, onde os crimes mais horríveis aconteceriam.
Os Crimes na Mansão LaLaurie
A Mansão LaLaurie, localizada no French Quarter de Nova Orleans, tornou-se infame devido aos atos brutais cometidos por Madame LaLaurie. Embora fosse conhecida por sua aparência de gentileza pública, rumores começaram a circular sobre o tratamento cruel que ela reservava aos seus empregados escravizados.
Um dos rumores mais chocantes envolvia uma menina de 12 anos chamada Lia, que teria sido jogada de um telhado por Madame LaLaurie após um incidente banal. O corpo de Lia foi descoberto em um poço, revelando apenas o início das atrocidades que ocorreriam na mansão.
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A verdade sobre os horrores na Mansão LaLaurie veio à tona após um incêndio em 10 de abril de 1834. Os vizinhos, que tentaram apagar o fogo, encontraram cenas horríveis dentro da casa. Uma cozinheira de 70 anos, que estava acorrentada ao fogão, admitiu ter iniciado o incêndio propositalmente.
No sótão, os vizinhos descobriram sete pessoas escravizadas em condições terríveis. Seus corpos estavam dilacerados, esticados e em estado de mutilação, sugerindo que haviam sofrido um sofrimento prolongado. Além disso, dezenas de corpos foram encontrados, muitos em gaiolas ou amarrados a mesas, com membros quebrados e bocas costuradas.
A Fuga e o Legado
O escândalo provocado pela descoberta na Mansão LaLaurie levou a protestos públicos, mas Madame LaLaurie conseguiu escapar. Ela fugiu para Paris, onde se reuniu com seu marido e filhos. Marie Delphine LaLaurie morreu em 1849, aos 62 anos, sem nunca ter sido punida por seus crimes.
Hoje, a Mansão LaLaurie continua a ser um ponto turístico macabro em Nova Orleans. Localizada no histórico French Quarter, a casa atrai visitantes interessados em turismo ligado ao terror e ao mistério.
A história de Madame LaLaurie é um exemplo chocante de crueldade e impunidade na era da escravidão. Sua vida e os crimes cometidos na Mansão LaLaurie permanecem como um lembrete sombrio do lado mais negro da sociedade e da história americana. Enquanto a mansão continua a atrair turistas curiosos, o legado de Madame LaLaurie é uma parte perturbadora do passado que não deve ser esquecida.
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