Polícia diz que suspeita de matar jovem em Manaus estava com passagem marcada para a Europa
Investigações apontam para um caso envolvendo exploração sexual e cárcere privado.
- Polícia diz que suspeita de matar jovem em Manaus estava com passagem marcada para a Europa-Foto: reprodução
A Polícia Civil do Amazonas efetuou na noite dessa quarta-feira (28) a prisão de Camila Barroso, apontada como a principal suspeita no caso do assassinato de Geovana Costa Martins, uma jovem de 20 anos encontrada morta na última terça-feira (20) em uma área de mata no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus, após ser dada como desaparecida. A vítima apresentava sinais claros de espancamento, e as investigações apontam para um caso envolvendo exploração sexual, cárcere privado, e possíveis conexões com o tráfico de drogas.
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Durante uma coletiva de imprensa, a delegada Marília Campello, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), revelou que prisão de Camila Barroso ocorreu num momento crítico, uma vez que havia indícios de que ela estava prestes a fugir do país.
“Ainda bem que o judiciário decretou a prisão, porque Camila tinha passagem marcada para a Europa. A família dela mora na França, e Geovana também tinha tirado passaporte recentemente, em junho. Provavelmente, havia um plano de levar Geovana para fora do país, onde ela seria explorada sexualmente e possivelmente usada como ‘mula’ para o tráfico de drogas”, revelou a delegada.
Camila já possui um histórico criminal, incluindo uma tentativa anterior de embarque com drogas, o que reforça as suspeitas de que ela planejava continuar a exploração de Geovana em território estrangeiro. “A Camila já foi presa tentando embarcar com drogas. Geovana serviria de mula, além de ser forçada a se prostituir fora do país”, afirmou Campello.
A investigação também revelou que Camila Barroso tinha ligações com o tráfico de drogas, possivelmente por meio de seu ex-companheiro, o traficante conhecido como Mano Kaio.
“Camila se diz ex-mulher de Mano Kaio e já fez vídeos portando arma de fogo. Ela usava a intimidação como forma de controle, ameaçando chamar pessoas ligadas ao tráfico para resolver qualquer conflito”, contou Campello.
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