Candidato do PT que forjou sequestro desiste de eleição e é suspenso do partido
Após ser questionado, Eliomar confessou ter inventado a história do sequestro.

Reprodução
Eliomar Cardoso da Silva, que concorria à vaga de vereador em Iguatu (CE), decidiu retirar sua candidatura após uma investigação da Polícia Federal (PF) revelar que ele havia forjado seu próprio sequestro. O caso ganhou notoriedade quando Eliomar foi encontrado amarrado com arame farpado e alegou ter sido sequestrado.
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A denúncia inicialmente parecia grave, mas a apuração realizada pela PF descobriu que se tratava de uma falsa comunicação de crime. Após ser questionado, Eliomar confessou ter inventado a história do sequestro. Em resposta, o Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual Eliomar era filiado, decidiu suspender seu registro de filiação e retirar sua candidatura. O nome de Eliomar já figura como “inapto” no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O PT emitiu uma nota oficial afirmando que irá conduzir um processo disciplinar para apurar a conduta de Eliomar. “De forma cautelar, o partido decidiu pela suspensão da filiação do candidato devido à gravidade dos fatos que, caso efetivamente confirmados, são condenáveis, sob todas as formas,” declarou o partido.
Além das consequências políticas, Eliomar enfrentará repercussões legais. Ele pode ser processado por falsa comunicação de crime, conforme o artigo 340 do Código Penal (CP), que prevê penas de detenção de um a seis meses, ou multa, para quem deliberadamente relata um crime que não ocorreu.
A decisão de Eliomar de desistir da candidatura e a suspensão de sua filiação refletem a seriedade das acusações e a rápida resposta das autoridades e do partido frente à situação.
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