Inquérito afirma que Ademar injetou Ketamina na namorada enquanto ela estava internada em Manaus
Uso da substância levou a morte a ex-sinhazinha do Boi Garantido, Didja Cardoso.
- Inquérito afirma que Ademar injetou Ketamina na namorada enquanto ela estava internada em Manaus-(Foto: Paulo Bindá)
O inquérito policial do “Caso Djidja” revelou que Ademar Farias Cardoso Neto, um dos acusados ligados à seita “Pai, Mãe e Vida”, administrou a substância ketamina, conhecida como “Special K”, em sua ex-namorada, Audrey Schott, nas dependências do Hospital Adriano Jorge, na Zona Sul de Manaus.
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De acordo com informações do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), as investigações começaram após múltiplas denúncias feitas pelo pai de Audrey Schott, que procurou diversas delegacias para relatar o uso da substância alucinógena na filha. O pai da vítima, que atuou como testemunha, detalhou aos policiais civis o funcionamento da seita, o que foi fundamental para o avanço das investigações.
Um laudo médico do Hospital Adriano Jorge apontou que, após se encontrar com Ademar Neto, Audrey apresentava sinais de pupilas dilatadas, sudorese intensa e agitação, sintomas associados à administração de ketamina, que teria ocorrido no banheiro da unidade hospitalar.
Decisão judicial
No dia 23 de agosto, o juiz Celso Souza de Paula, da 3ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes de Manaus, negou o pedido de liberdade de Ademar Farias Cardoso Neto. Ele responde pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e estupro, todos relacionados ao ‘Caso Djidja’. Na decisão, o magistrado afirmou que “há provas suficientes da existência do crime (materialidade) e indícios de autoria ou participação”.
Desdobramentos da operação
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Ademar, Cleusimar, Verônica, a maquiadora Claudiele Santos, e o maquiador e cabeleireiro Marlisson Dantas foram presos preventivamente por tráfico de drogas e associação para o tráfico na primeira fase da Operação Mandrágora, realizada dois dias após a morte de Djidja Cardoso, em 28 de maio deste ano.
Na segunda fase da operação, também foram presos Bruno Roberto da Silva, ex-namorado de Djidja, Hatus Silveira, ex-treinador da família Cardoso, e José Máximo Silva de Oliveira, proprietário de uma clínica veterinária, além de dois funcionários da clínica, Emicley Araújo Freitas Júnior e Sávio Soares Pereira. Eles são acusados de facilitar o fornecimento do medicamento a Cleusimar.
A reportagem entrou em contato com a defesa de Ademar Neto, mas até o momento do fechamento desta matéria, a advogada do empresário não havia se pronunciado.
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