“Me pagam bem”, diz Deolane Bezerra sobre suposta ligação com o PCC
Deolane justificou que seu trabalho com membros de facções se dava apenas por necessidade profissional.

Foto: Reprodução Instagram @dra.deolanebezerra
Deolane Bezerra, advogada e influenciadora, está sob custódia desde quarta-feira (4), acusada de lavagem de dinheiro associada a jogos de azar. No entanto, o debate sobre sua ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) voltou à tona. Bezerra já havia abordado publicamente essa questão em 2022, afirmando que sua suposta relação com a facção criminosa era mal interpretada.
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Em entrevista à revista Marie Claire, Deolane justificou que seu trabalho com membros de facções se dava apenas por necessidade profissional. “Advogo, sim, para membros de facções, mas para casos específicos. Não sou advogada da facção como um todo. Se você é um advogado criminalista e não advoga para membros de facções, não advoga para ninguém. São eles que têm dinheiro”, disse.
Em outro momento, Deolane detalhou que não tinha conhecimento sobre a filiação de seus clientes a grupos criminosos. “Eu advogo para pessoas, não para facções. Um advogado criminalista em São Paulo não pode garantir que nunca advogou para um membro do PCC, a menos que atenda apenas clientes de baixo perfil”, explicou.
Ela também destacou que, como advogada, sua função é defender a lei, independentemente do cliente. “O advogado criminalista sofre preconceito. O médico, ao operar um criminoso, não pergunta se ele é bandido. O engenheiro, ao construir uma casa, não questiona a profissão do proprietário. Assim é o advogado: defende a lei, não o indivíduo”, concluiu.
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