Brasil

Brasil


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Incêndios florestais no Pantanal matam e ferem milhares de animais

Queimadas em áreas do Pantanal seguem avançando.

Por Natan AMPOST

14/09/2024 às 13:59

Os incêndios florestais que assolam o Pantanal brasileiro estão causando uma destruição sem precedentes, arrasando a flora e dizimando a fauna local. De onças-pintadas a pequenos mamíferos como os veados-catingueiros, milhares de animais estão sendo afetados pela tragédia ambiental que já devastou cerca de 2 milhões de hectares, somente no estado do Mato Grosso do Sul. O impacto sobre o ecossistema pantaneiro, que é um dos mais ricos do mundo, é imensurável, e os esforços de contenção do fogo têm sido intensos, embora ainda insuficientes diante da magnitude das chamas.

PUBLICIDADE

A situação se agrava com a dificuldade de resgate e tratamento dos animais vitimados pelo fogo. Bombeiros, técnicos, socorristas e voluntários têm se dividido entre combater as chamas e salvar os animais feridos, que lutam para sobreviver em meio a um cenário de devastação. Entre os sinais mais visíveis do sofrimento da fauna estão as patas queimadas, uma triste consequência do contato com o solo quente. A realidade que esses animais enfrentam é dramática, e os esforços para mitigá-la vêm de múltiplos atores, tanto públicos quanto privados, que trabalham incansavelmente no terreno.

Papel Crucial do Hospital Veterinário Ayty

Em Campo Grande (MS), o Hospital Veterinário Ayty, ligado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), tem desempenhado um papel fundamental no tratamento de animais resgatados das áreas incendiadas. O hospital tornou-se um centro de referência no atendimento de espécies selvagens vitimadas pelos incêndios, oferecendo desde cuidados paliativos até tratamentos inovadores para garantir a recuperação dos animais.

Entre os casos mais emblemáticos estão as onças-pintadas Miranda e Antã, ambas encontradas com ferimentos graves em meio ao fogo. Miranda, uma jovem fêmea com cerca de dois anos, foi resgatada em 15 de agosto após ser avistada por trabalhadores rurais, que perceberam que ela mancava e se escondia dentro de uma manilha. As quatro patas de Miranda estavam severamente queimadas, e ela foi levada para o hospital veterinário para receber tratamento especializado.

PUBLICIDADE

A equipe do Cras, coordenada pela médica veterinária Jordana Toqueto, optou por um tratamento à base de ozônio e pomadas especiais, que têm acelerado sua recuperação. Segundo Toqueto, a onça está quase completamente curada e em breve poderá receber alta. No entanto, a decisão de soltá-la na natureza depende do controle dos incêndios, uma vez que há o risco de ela voltar a se ferir caso o fogo continue a se alastrar.

Antã: Uma Luta Perdida Contra as Chamas

Diferente de Miranda, o macho Antã não teve a mesma sorte. Encontrado com queimaduras ainda mais graves, o estado de saúde de Antã era crítico desde o início. Além das feridas profundas, que atingiam inclusive camadas abaixo da pele, o animal também havia inalado grandes quantidades de fumaça, o que comprometeu seriamente seu pulmão. Exames de ultrassonografia revelaram ainda alterações no fígado e na bexiga, agravando ainda mais o quadro clínico.

Na manhã de quinta-feira, 12 de setembro, Antã sofreu uma parada cardíaca enquanto se preparava para mais uma sessão de ozonioterapia. A equipe médica tentou reanimá-lo, mas, infelizmente, o animal não resistiu. Sua morte representa uma perda significativa para a biodiversidade do Pantanal, sendo um reflexo trágico da destruição provocada pelos incêndios.

Especialistas alertam que a destruição do habitat natural pode gerar consequências devastadoras a longo prazo, incluindo a migração em massa de espécies, a quebra de cadeias alimentares e a extinção local de animais. Além disso, os incêndios exacerbam a degradação de áreas já vulneráveis, pressionadas por atividades humanas como a pecuária extensiva e o desmatamento.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O autismo não limita as pessoas. Mas o preconceito sim, ele limita a forma com que as vemos e o que achamos que elas são capazes.

Letícia Butterfield

Últimas notícias

Amazonas

Morre segunda vítima de incêndio devastador no Careiro da Várzea

Conhecido como “Malandragem”, homem estava internado desde o dia 7 de julho na Unidade de Queimados do Hospital 28 de Agosto. Suspeito de provocar o incêndio segue preso.

há 5 minutos

Após repercussão

Líder do Legendários no AM defende movimento após recomendação da Igreja Presbiteriana

Líder religioso afirmou que o projeto tem restaurado famílias e disse que muitas críticas são feitas com base em informações incompletas.

há 11 minutos

Investigação da PF

Lulinha: entenda nova investigação da PF autorizada pelo STF

Inquérito da Polícia Federal apura suposta atuação do filho do presidente Lula em negociações envolvendo cannabis medicinal no Ministério da Saúde; defesa nega irregularidades.

há 31 minutos

Brasil

Civilização perdida na Amazônia pode ter abrigado 3 milhões de habitantes, diz pesquisa

Pesquisadores encontraram centenas de estruturas arqueológicas escondidas sob a floresta e indicam que uma antiga sociedade ocupou o sudoeste da Amazônia por mais de mil anos.

há 35 minutos

Marco histórico

MPAM empossa primeira promotora trans do Brasil

Cerimônia nesta sexta-feira (31), em Manaus, marca a entrada de seis novos membros no Ministério Público do Amazonas e um momento inédito para o sistema de Justiça brasileiro.

há 58 minutos