Estiagem: Governo Lula foi alertado pelo governador Wilson Lima em abril sobre “desastre generalizado de seca” no Amazonas
Ofício foi enviado ao Ministério do Meio Ambiente alertando sobre o risco de uma longa estiagem.
- Foto: reprodução
O estado do Amazonas enfrenta uma das piores crises ambientais dos últimos anos, com mais de 19 mil focos de incêndio registrados desde o início de 2024, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em meio a essa situação alarmante, o governo estadual, sob a liderança de Wilson Lima (União Brasil), alertou o governo federal em 3 de abril sobre o risco de uma longa estiagem que se agravaria ao longo do ano. No entanto, apesar dos pedidos de apoio emergencial, a resposta do governo federal foi pela metade.
A carta enviada ao Ministério do Meio Ambiente, comandado pela ministra Marina Silva, foi clara sobre a necessidade urgente de recursos e apoio logístico para lidar com os desastres ambientais previstos. O documento, assinado pelo governador, ressalta que o estado, já vulnerável por conta de sua vasta rede de rios e igarapés, está sujeito a eventos climáticos extremos, como secas severas e incêndios descontrolados. “Estratégias de gestão de risco e de gerenciamento de desastres precisam ser aprimoradas e inovadoras para reduzir os impactos devastadores das alterações climáticas”, destacou Lima.
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O principal alerta feito pelo governador refere-se à vazante dos rios, prevista para ser “bastante acentuada”, o que pode gerar um desastre generalizado de estiagem em diversos municípios do Amazonas. Esse cenário, conforme argumentou Wilson Lima, é sustentado por dados de monitoramento dos maiores centros meteorológicos do mundo, que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño. Tradicionalmente, El Niño aumenta o risco de secas e incêndios em regiões tropicais, como a Amazônia.
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Apesar de o governo do Amazonas ter adotado algumas medidas preventivas, como a mobilização de brigadistas e a busca de soluções temporárias para reduzir os impactos da seca, o estado depende significativamente da assistência federal para enfrentar uma crise dessa magnitude. Entre as demandas encaminhadas ao governo federal, estavam cestas básicas, galões de água, caixas d’água, poços artesianos, purificadores de água, kits de limpeza e higiene, recargas de gás e apoio logístico. Contudo, até o momento, apenas uma parte dessas necessidades foi atendida.
O governo do Amazonas afirmou, no entanto, que apenas parte da demanda foi atendida. A lista inclui cestas básicas para pescadores (Ministério do Desenvolvimento Social), 150 purificadores de água (Ministério de Integração e Desenvolvimento Regional), 67 brigadistas da Força Nacional (Ministério da Justiça), recursos para diárias para equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (Ministério da Justiça) e 110 brigadistas (Ministério do Meio Ambiente).
De acordo com o Secretário Extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial, André Lima, o governo federal não disponibiliza equipamentos para estados e municípios.
“O que o governo federal faz é atender e combater os incêndios nas regiões. No Amazonas, o governo federal atua pelo ICMBio com a Força Nacional de Segurança Pública com quase dois mil homens e particularmente no estado do Amazonas são centenas atuando em dezenas de frentes espalhadas por toda região do estado”, explicou a CNN.
O secretário ressaltou que é preciso que os estados “com seus recursos próprios” priorizem as ações.
*Com informações da CNN
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