Greenpeace deixa mensagem em rio extremamente seco no Amazonas; veja fotos
Ativistas alertam para os impactos das mudanças climáticas na região.
- Fotos: Nilmar Lage / Greenpeace Brasil
Notícias do Amazonas – Uma equipe de ativistas do Greenpeace Brasil instalou, na sexta-feira (20), uma enorme mensagem em um banco de areia no Rio Solimões, no município de Manacapuru, no interior do Amazonas.
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“Cadê o rio que passava aqui? Essa é a pergunta que a população amazônica se faz quando olha pro leito dos rios e só vê secura. A situação é profundamente triste, e impacta desde a locomoção e educação, passando pela saúde e o ganha pão de comunidades de ribeirinhos, quilombolas, indígenas, pessoas pretas, periféricas e periurbanas. É urgente que os governos estaduais e municipais, junto aos legisladores, criem e implementem planos de adaptação às mudanças climáticas que possam zelar por todas as vidas. Mas, em especial, dessas populações que são as mais expostas aos impactos dos eventos climáticos extremos. Não tem como falar em crise do clima sem falar de justiça socia”, diz a publicação no instagram.
- Fotos: Nilmar Lage / Greenpeace Brasil
A seca severa, que reduz o nível da água do Rio Solimões a níveis sem precedentes, é atribuída às mudanças climáticas e ao aquecimento global, consequências do uso contínuo de combustíveis fósseis. Esta é a segunda temporada consecutiva de seca crítica, que tem causado grandes incêndios florestais e deixado comunidades ribeirinhas isoladas, já que os rios se tornaram rasos demais para a navegação.
- Fotos: Nilmar Lage / Greenpeace Brasil
“Queremos enviar uma mensagem de que as mudanças climáticas já estão afetando até mesmo a maior floresta tropical do mundo e secando seus rios”, afirmou Romulo Batista, porta-voz do Greenpeace Brasil. Ele destacou que as comunidades mais vulneráveis, como indígenas e pescadores, estão pagando o preço pelas consequências das mudanças climáticas.
Batista observou que “são as pessoas que vivem fora das cidades da Amazônia que estão pagando o maior preço por esse evento climático extremo causado pelas indústrias de petróleo e gás ao redor do mundo”. A seca também elevou a temperatura da água, colocando em risco a fauna aquática, com peixes morrendo e botos ameaçados.
- Foto: Nilmar Lage / Greenpeace Brasil
Na quarta-feira (18), foi registrada uma temperatura de 40°C no banco de areia do Rio Solimões, insuportável para os peixes. A situação é alarmante, com esqueletos de peixes sendo encontrados na área, evidenciando a gravidade da crise ambiental que a região enfrenta.
Redação AM POST
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