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Alessandra Campêlo diz que presidente da Câmara de Parintins foi denunciado por assédio contra servidora

A deputado afirma que o político mandou recado para ela abafar o caso para não atrapalha-lo na eleição.

Por Natan AMPOST

24/09/2024 às 21:45 - Atualizado em 25/09/2024 às 16:54

Nesta terça-feira (24/09), a deputada estadual Alessandra Campêlo (Podemos) trouxe à tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) uma denúncia grave envolvendo o vereador e presidente da Câmara Municipal de Parintins, Alex Garcia (PSD). A acusação de importunação sexual foi feita por Camila Mendonça de Souza, ex-servidora da Casa Legislativa do município, que trabalhava diretamente no gabinete do político.

De acordo com a parlamentar, a denúncia contra o vereador foi formalizada há dois meses junto à Procuradoria Especial da Mulher da Aleam e vai além de um simples mal-entendido, configurando-se como uma violação grave de direitos. “Um homem [vereador Alex Garcia] que assediou e importunou sexualmente uma moça que era sua servidora da Câmara [Municipal de Parintins]. Isso é assédio moral, isso é assédio sexual, isso é importunação e isso chega a ser tentativa de estupro a partir do momento que ele tenta agarrar essa mulher”, declarou Alessandra Campêlo durante o pronunciamento.

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A parlamentar ainda destacou que o ato teria ocorrido durante o exercício do mandato do vereador, o que agrava a situação. “Tenho certeza que isso aqui tem um viés muito mais político e há fatos que comprovam que ele fez isso no exercício do mandato”, completou Campêlo.

Candidatura à Reeleição Sob Risco

A revelação da denúncia contra Alex Garcia ocorre em um momento delicado, uma vez que o vereador está em campanha pela reeleição na Câmara Municipal de Parintins. Alessandra Campêlo afirmou que levará o caso à Ouvidoria da Mulher do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e à Vara Maria da Penha do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em Manaus, na tentativa de assegurar que o caso seja apurado com rigor pelos órgãos competentes.

A deputada deixou claro que seu objetivo é garantir que a denúncia não seja abafada e que a busca por justiça não seja prejudicada pela corrida eleitoral. “Eu não estou preocupada com a reeleição do vereador. Eu estou preocupada com a saúde mental da Camila. Eu estou preocupada se vão atacar a Camila”, afirmou a parlamentar, demonstrando solidariedade à vítima e criticando qualquer tentativa de minimizar a gravidade das acusações.

Tentativa de Abafar o Caso

Durante o pronunciamento, Alessandra Campêlo revelou que Alex Garcia teria feito um apelo pessoal para que a denúncia não fosse tornada pública, temendo que o escândalo prejudicasse sua candidatura à reeleição. O pedido, no entanto, indignou a deputada, que se posicionou firmemente contra qualquer tipo de silêncio ou omissão em um caso de tal gravidade.

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“O vereador Alex mandou recado pedindo para eu não falar do assunto porque isso iria atrapalhar a eleição dele. Eu não estou preocupada com a eleição do vereador, eu estou preocupada com a saúde mental da Camila”, declarou.

A deputada ainda fez um alerta: caso a vítima venha a sofrer retaliações ou ataques, seja nas redes sociais ou de qualquer outra forma, tomará medidas enérgicas contra o vereador. “E já aviso o vereador Alex Garcia, se a Camila sofrer algum ataque nas redes sociais ou algum tipo de ameaça, eu vou solicitar a prisão do vereador”, advertiu Campêlo.

De acordo com a vítima, o mandatário a tocou em seus seios e pernas durante uma viagem ao interior do município. O caso foi registrado em um Boletim de Ocorrência (B.O) datado do ano de 2021. A mulher relatou que Garcia também praticava assédio por meio de mensagens em aplicativo de mensagens.


Em resposta aos assédios sofridos, a servidora pediu demissão.

Em depoimento à polícia, Alex Garcia negou a acusação de assédio, alegando que apenas buscava tratar a vítima com respeito e carinho. Segundo o boletim de ocorrência, ele afirmou que o toque ocorreu acidentalmente, enquanto se protegia da chuva, e que acredita que a vítima interpretou sua atitude de forma equivocada

“Estava chovendo e a chuva batia no rosto do autor. A vítima estava com uma mochila protegendo o rosto, que acabou por se posicionar de forma a aproveitar a proteção da chuva. Então, teria tocado no corpo da vítima, e acha que a mesma teria interpretado a atitude de forma errada”, descreve o documento.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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