Comitiva de Lula para Assembleia-Geral da ONU reúne 100 pessoas e gasta mais de R$750 mil
Das 100 pessoas, de apenas 15 será possível saber os valores completos das viagens, incluindo diárias e passagens.

Comitiva de Lula para Assembleia-Geral da ONU reúne 100 pessoas e gasta mais de R$750 mil-Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou uma comitiva com mais de cem pessoas para a 79ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Entre autoridades e assessores, o grupo não inclui membros de órgãos como a Embratur, mas seu tamanho e os gastos envolvidos já levantam discussões.
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De acordo com informações divulgadas no *Diário Oficial da União* e no Painel de Viagens do Ministério da Gestão e Inovação, os custos da comitiva serão divulgados ao final da viagem. Até o momento, as despesas já ultrapassam R$ 750 mil, mas esse valor pode aumentar nos próximos dias. A maior parte das passagens foi adquirida em voos comerciais, sem incluir o custo da viagem no avião presidencial.
O Gabinete de Segurança Institucional ressaltou que a presença de um grande número de autoridades demanda “constante trabalho de análise e gestão de riscos”, mas evitou comentar os valores gastos. Além disso, de 100 integrantes da comitiva, apenas 15 terão seus gastos totalmente detalhados, enquanto 65 permanecem sem informações públicas sobre diárias ou passagens.
Entre os ministros que acompanharam Lula, estão Marina Silva (Meio Ambiente), Fernando Haddad (Fazenda), Esther Dweck (Gestão e Inovação), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Vinícius Marques de Carvalho (Controladoria-Geral da União). A primeira-dama, Janja, e o assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, também viajaram com o presidente.
O maior gasto registrado até agora foi da ministra Esther Dweck, que acumulou mais de R$ 61 mil, dos quais R$ 45 mil foram destinados à compra da passagem aérea. O governo justificou que o bilhete foi adquirido em agosto, período de alta demanda para Nova York, o que elevou o preço.
Apesar das críticas sobre a falta de transparência em parte dos gastos, o governo defende a necessidade de uma grande delegação para representar adequadamente os interesses do Brasil em um evento global de tamanha relevância.
Redação AM POST
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