Justiça atrasada: Mulher se torna policial e prende assassino do pai 25 anos depois
Após perder o pai assassinado em 1999, a mulher não desistiu de buscar justiça.
- Gislayne Silva de Deus, escrivã e filha da vítima, participou da operação que prendeu Raimundo Alves Gomes, acusado de assassinar seu pai em 1999, encerrando um ciclo de dor e trazendo sentimento de justiça à família.
- Raimundo, condenado em 2013 e foragido desde 2016, foi localizado e preso graças à iniciativa e investigação de Gislayne, que entrou para a polícia motivada pelo desejo de resolver o caso.
- A família de Gislayne teve papel fundamental na busca por justiça, evitando a prescrição do crime, e agora celebra tanto a prisão do criminoso quanto a realização profissional de Gislayne.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Gislayne Silva de Deus, de 36 anos, diz que prisão do assassino do pai 25 anos após o crime deixou família aliviada — Foto: Polícia Civil/Divulgação e reprodução
Em um desfecho emocionante que marca o encerramento de um longo ciclo de dor, a escrivã Gislayne Silva de Deus, de 36 anos, participou da operação da Polícia Civil de Roraima que resultou na prisão de Raimundo Alves Gomes, acusado de assassinar seu pai da agente, Givaldo José Vicente de Deus, em 1999. O crime, ocorrido durante uma briga por uma dívida de R$ 150, deixou Gislayne e suas quatro irmãs órfãs, mudando suas vidas para sempre.
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“Com a prisão dele, lavei minha alma e a de toda minha família. Foi o encerramento de um ciclo. Hoje temos paz e o sentimento de que a justiça foi feita”, declarou Gislayne, emocionada, em entrevista ao g1. A prisão de Raimundo, que estava foragido desde 2016, aconteceu na noite de quarta-feira (25) em Boa Vista, e foi registrada em vídeo.
O assassinato ocorreu no dia 16 de fevereiro de 1999, quando Givaldo, então com 35 anos, foi morto à queima-roupa. Apesar de ter levado a vítima ao hospital, Raimundo fugiu e só foi julgado 14 anos depois, em 2013, sendo condenado a 12 anos de prisão. Desde então, o caso ficou sem resolução até que Gislayne, após se formar em direito e ingressar na polícia, tomou a iniciativa de encontrá-lo.
“A sensação que eu e a minha família temos hoje é de que a justiça foi feita e que a gente finalmente vai ter paz”, disse Gislayne. Em 2022, ela ingressou na polícia penal de Roraima, onde atuou em unidades prisionais e começou a sonhar em ver o assassino do pai atrás das grades. Um ano depois, passou no concurso da Polícia Civil e pediu para ser lotada na Delegacia Geral de Homicídios, na esperança de desvendar o paradeiro de Raimundo.
- Raimundo Gomes cobrava uma dívida de R$ 150, em 1999, quando matou Givaldo José Vicente de Deus com um tiro — Foto: Polícia Civil/Divulgação
A escrivã reuniu informações e localizou o último mandado de prisão, expedido em 2019. A prisão foi realizada em uma área de chácaras, no bairro Nova Cidade. Raimundo passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida, sendo encaminhado para o sistema prisional.
Gislayne destacou o papel da família na busca pela justiça: “Essa nossa participação de buscar, ir atrás, não deixar ele ficar impune já tem um bom tempo. Se nós não estivéssemos lá, não teria tido júri e o promotor teria pedido absolvição.” Ela enfatizou que, embora a prisão não traga seu pai de volta, “ele [o assassino] vai cumprir a pena que deveria ter cumprido há muitos anos”.
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Bruno Caciano, advogado e presidente da Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim) em Roraima, esclareceu que, no caso de Raimundo, o crime prescreve em 16 anos a partir do julgamento, o que significa que, sem a ação da família e da polícia, a justiça poderia não ter sido alcançada.
Com o fechamento deste capítulo doloroso, Gislayne celebra não apenas a prisão do homem que destruiu sua infância, mas também a realização de um sonho de vida profissional que, de forma inesperada, se entrelaçou com sua busca pessoal por justiça.
Redação AM POST
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