Na última sexta-feira (27), a investigação resultou na prisão preventiva de dois homens e no indiciamento da mulher, que agora enfrenta acusações de duplo homicídio tentado. A tentativa de assassinato, no entanto, teve um desdobramento trágico, pois as vítimas do ataque não eram o alvo original da suposta emboscada.
O imbróglio começou quando um homem de 30 anos emprestou R$ 170 à mulher, que prometeu devolvê-lo. Após perder o valor em apostas no Jogo do Tigrinho, a mulher se recusou a pagar a dívida, o que resultou em uma discussão acalorada entre os dois. A partir desse ponto, a situação tomou um rumo violento.
Conforme as investigações, a mulher, sentindo-se ameaçada pelas cobranças do credor, decidiu armar uma emboscada. Com a desculpa de que iria pagar a dívida, ela enviou seu irmão e um comparsa armados até a casa do credor, que na ocasião estava acompanhado de mais dois homens. No entanto, o alvo não estava presente, e os executores acabaram disparando contra as outras pessoas no local, atingindo-as nos braços e pernas.
Os tiros resultaram em ferimentos graves: uma das vítimas foi submetida a uma cirurgia na perna, enquanto outra levou um tiro no braço. Ambas estão estáveis, mas o ocorrido deixou um rastro de trauma e medo na comunidade. O fato de que as vítimas não tinham qualquer relação com a dívida da mulher levanta questões sobre a indiscriminação da violência e suas consequências na vida de inocentes.
A mulher indiciada nega as acusações de ter armado a emboscada, afirmando que na verdade ganhou os R$ 170 e que os dois homens teriam concordado em dividir os lucros, caso ela tivesse sucesso nas apostas. Essa versão dos fatos, porém, não convenceu a polícia, que considera a história uma tentativa de se isentar da responsabilidade.
Em resposta ao incidente, a Polícia Civil de Rondônia adotou uma postura firme. Os dois homens envolvidos na execução do ataque foram presos preventivamente, enquanto a mulher, embora indiciada, é tratada com algumas considerações, já que é ré primária e mãe de três filhos pequenos. Por isso, a polícia solicitou medidas cautelares, que incluem a proibição de contato com as vítimas e restrições à sua movimentação fora da comarca.
O delegado responsável pelo caso destacou a gravidade da situação, afirmando que a tentativa de homicídio qualificado será tratada com a seriedade que merece. O inquérito policial deve ser concluído em até dez dias, momento em que as evidências e os depoimentos serão reunidos para a formalização das acusações.