Sobrinho do narcotraficante ‘João Branco’ estava escondido no Nordeste e dava ordem para matança em Manaus
Segundo a polícia, ele dava ordens para que assassinatos acontecessem na comunidade Valparaíso.
- Foto: reprodução
Nesta terça-feira (1º), a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu Alexsandro Félix Menezes, conhecido como “DD”, apontado como líder de uma facção criminosa com atuação na comunidade Valparaíso, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. A prisão ocorreu durante a “Operação Alvo Certo”, que também resultou na captura de mais 30 suspeitos envolvidos em uma série de crimes, incluindo roubo, estupro e tráfico de drogas.
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“DD”, que é sobrinho do narcotraficante João Pinto Carioca, conhecido como “João Branco”, uma das principais figuras do crime organizado no estado, estava foragido e escondido na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. De acordo com a PC-AM, ele foi detido após um trabalho de inteligência realizado pela Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai), que rastreou seus movimentos e localizou seu paradeiro.
Alexsandro Menezes já era conhecido pelas autoridades policiais. Em 2017, ele foi preso durante uma reunião com outros membros da facção criminosa na comunidade Valparaíso, na zona leste de Manaus. De acordo com o delegado Divanilson Cavalcanti, titular da Seai, “DD” comandava uma série de atividades ilícitas no bairro e era o principal mandante de vários homicídios ocorridos na região.
“Fizemos um levantamento de inteligência para prender essa liderança que atuava no Valparaíso e era responsável por diversas mortes que ali ocorriam. Ele dava ordens para que assassinatos acontecessem na área”, declarou Cavalcanti durante uma coletiva de imprensa. O delegado destacou que a prisão de “DD” é um golpe significativo para a estrutura da facção, que vinha aterrorizando os moradores da zona leste de Manaus com crimes violentos e o controle do tráfico de drogas.
Durante a operação, foram apreendidas armas de diversos calibres, incluindo fuzis, além de munições e drogas. “Aprendemos armas de calibre longo, calibre curto, munições, inclusive muitas dessas munições são de fuzil. Apreendemos drogas e material de pesagem de drogas. Então, assim, conseguimos chegar às bocas de fumo, que realmente atormentavam aquela área”, afirmou o elegado-geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas, Guilherme Torres.
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