Principal fornecedora da campanha de Mateus Assayag em Parintins é a empresa Amazon Best ligada a família de Bi Garcia
A empresa recebeu R$ 200 mil para a produção de programas de rádio, televisão e vídeo da campanha de Mateus Assayag.
- Foto: reprodução
O candidato à prefeitura de Parintins, Mateus Assayag (PSD), tem como principal fornecedora de sua campanha a empresa Amazon Best, que pertence a familiares do atual prefeito do município, Bi Garcia (PSD), um dos principais apoiadores de Assayag. A informação foi obtida através da plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Segundo dados do TSE, a Amazon Best, registrada sob o CNPJ 03.207.977/0001-72, responsável pela venda de ingressos do tradicional Festival Folclórico de Parintins, recebeu R$ 200 mil para a produção de programas de rádio, televisão e vídeo da campanha de Mateus Assayag. O valor corresponde a 57% dos R$ 349,2 mil que foram gastos até o momento, conforme a prestação de contas parcial enviada em 17 de setembro.
De acordo com dados da Receita Federal, a empresa tem como atividade econômica principal serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas e possui capital social de R$2.000.000,00 (Dois milhões de reais). A principal sócia da Amazon Best é Geyna Brelaz da Silva, cunhada de Bi Garcia, casada com Valdo Garcia, irmão do chefe do Executivo municipal.
Conforma os dados disponíveis para consulta pública na plataforma do TSE, Assayag foi beneficiado por contribuições substanciais tanto de partidos quanto de doadores individuais. Entre as fontes de sua arrecadação, destacam-se as doações do MDB, comandado pelo senador Eduardo Braga, que contribuiu com R$ 320 mil, e do Partido Social Democrático (PSD), do senador Omar Aziz, que aportou outros R$ 320 mil à campanha. Além dessas doações partidárias, Assayag também recebeu R$ 24 mil do atual prefeito de Parintins, Bi Garcia (PSD), e R$ 6 mil da empresária Geyna Brelaz da Silva.
Além da relação comercial com a campanha, a Amazon Best esteve envolvida em uma polêmica recente. Em junho deste ano, a empresa foi beneficiada pela prescrição de um processo no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), que apontou um “rebuscado esquema” de enriquecimento ilícito.
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