Sobrinha do governador de Roraima, vereadora é presa com dinheiro e lista de eleitores
Ela pagou fiança de R$ 70 mil e foi liberada.
- Juliana Garcia ao lado do tio Antonio Denarium, governador de Roraima. – Foto: Reprodução Instagram
A vereadora e candidata à reeleição em Boa Vista, Juliana Garcia (PP), foi presa pela Polícia Federal (PF) neste domingo (6) com R$ 7,4 mil em espécie e uma lista contendo nomes de eleitores. A PF suspeita que o dinheiro seria destinado à compra de votos, configurando crime de corrupção eleitoral. A vereadora, que é sobrinha do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), foi levada à sede da PF, onde pagou uma fiança no valor de R$ 70 mil e foi liberada em seguida.
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A operação que resultou na prisão de Garcia foi desencadeada após a prisão de duas pessoas na última sexta-feira (4). Um empresário de 34 anos e uma vendedora de 26 foram detidos com R$ 66,2 mil em espécie e material de campanha da vereadora, incluindo santinhos e uma lista de eleitores. Os dois suspeitos estavam em posse de uma sacola contendo o dinheiro, além de anotações com nomes de possíveis eleitores, algumas das quais marcadas com a palavra “pago”, o que reforça as suspeitas da PF de que o valor seria utilizado para compra de votos.
Juliana Garcia, que havia dado à luz recentemente, foi presa em sua residência no domingo, após os desdobramentos da ação policial. Durante a operação, além do dinheiro, a Polícia Federal apreendeu uma arma de fogo, munições e equipamentos eletrônicos, que serão periciados como parte das investigações.
A defesa da vereadora minimizou as acusações, alegando que a operação policial cumpriu apenas um mandado de busca e apreensão. Segundo os advogados de Garcia, o valor encontrado em sua posse não ultrapassaria R$ 5 mil e seria de origem pessoal, sem qualquer ligação com atividades ilícitas. “A vereadora foi encaminhada apenas para prestar esclarecimentos”, afirmou a defesa em nota oficial.
As investigações continuam, e a Polícia Federal ainda não divulgou novas informações sobre o caso. A prisão de Juliana Garcia, que busca a reeleição, acontece em meio a um cenário político tenso, com a proximidade das eleições municipais. A possibilidade de envolvimento em compra de votos pode impactar sua candidatura e gerar novos desdobramentos no cenário político local.
- Dinheiro apreendido era no valor de R$ 66 mil e estava dividido em notas de R$ 100, R$ 50 e R$ 20; PF entendeu que havia indícios de crimes eleitorais — Foto: Reprodução
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