Polícia investiga envolvimento de facção em atentado contra advogados
O ataque, que está sendo tratado inicialmente como tentativa de homicídio.

Foto: Divulgação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) encaminhou ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) as investigações sobre o atentado a tiros contra o carro em que estavam os advogados Joaquim Pereira de Paula Neto e Patrícia Reitter de Jesus Oliveira, ocorrido na tarde de quinta-feira (11/10). A transferência do caso para o Decor ocorreu devido a “indícios de envolvimento de facção criminosa”, segundo informações da própria corporação.
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O ataque, que está sendo tratado inicialmente como tentativa de homicídio, aconteceu em uma via movimentada do Distrito Federal. O veículo, que era blindado, foi alvejado diversas vezes, mas os ocupantes conseguiram escapar ilesos. A PCDF ainda investiga outras possíveis motivações para o crime, incluindo a hipótese de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte, mas até o momento, o envolvimento de uma facção criminosa parece ser a linha de investigação mais forte.
Joaquim Pereira de Paula Neto, ex-presidente do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) em São Paulo, e Patrícia Oliveira haviam recentemente denunciado um suposto vínculo da presidência do PRTB com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do país. As denúncias feitas pelos advogados podem ter desencadeado represálias, o que, segundo a polícia, torna a hipótese de uma tentativa de silenciamento motivada por questões criminais uma possibilidade concreta.
A Polícia Civil trabalha com a análise das imagens de câmeras de segurança da área, além de depoimentos de testemunhas, para identificar os responsáveis pelo ataque. Até o momento, não há informações sobre a autoria dos disparos ou possíveis mandantes.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seccional Distrito Federal manifestou preocupação com o caso, enfatizando a importância da segurança dos profissionais da advocacia, especialmente daqueles que lidam com questões sensíveis e que podem ser alvos de organizações criminosas. “Esperamos que os responsáveis por este atentado sejam rapidamente identificados e punidos. A advocacia é uma profissão essencial para a manutenção da justiça, e qualquer ataque a advogados é um ataque à própria justiça”, afirmou o presidente da OAB-DF.
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