O serial Killer que atacava pessoas negras durante o apartheid na África do Sul
Durante o regime do apartheid na África do Sul, Louis Van Schoor, um segurança sul-africano, ficou conhecido por matar dezenas de homens negros

Assassino de pessoas negras – Durante um período de três anos na década de 1980, sob o sistema racista do apartheid, Van Schoor matou ao menos 39 pessoas
Durante o regime do apartheid na África do Sul, Louis Van Schoor, um segurança sul-africano, ficou conhecido por matar dezenas de homens negros entre 1986 e 1989. Seus crimes foram cometidos sob o pretexto de proteger negócios de propriedade de brancos, durante um período de forte repressão racial. Van Schoor, no entanto, não agia sozinho em sua brutalidade, sendo respaldado por um sistema que validava a violência contra a população negra.
O perfil de Louis Van Schoor
Louis Van Schoor, ex-policial e posteriormente segurança, era contratado por empresas brancas para proteger seus estabelecimentos. Durante três anos, ele foi responsável por pelo menos 39 assassinatos, sendo que todas as suas vítimas eram negras, incluindo um menino de apenas 12 anos. Van Schoor justificava seus crimes alegando que todos que ele matou eram “criminosos” pegos em flagrante, mas relatos contraditórios de sobreviventes e testemunhas sugerem que muitos desses assassinatos foram execuções brutais e injustificáveis.
PUBLICIDADE

A jornalista Isa Jacobson passou anos examinando registros públicos sobre o caso de Louis van Schoor
A impunidade durante o apartheid
Na época dos assassinatos, Van Schoor agia com total impunidade, graças às leis do apartheid que permitiam o uso de força letal contra “intrusos”. Seus atos eram frequentemente relatados à polícia por ele próprio, sem qualquer punição ou investigação profunda. A cumplicidade das forças de segurança, que ignoravam provas e testemunhos, reforçava a violência sistemática contra a comunidade negra.
Testemunhos e evidências
Sobreviventes descreveram a crueldade de Van Schoor, que atirava em suas vítimas mesmo após a rendição. Em um caso, um menino de 14 anos foi baleado enquanto se escondia em um restaurante. Ele sobreviveu, mas foi acusado de invasão, e seu depoimento foi ignorado pelas autoridades. Esse padrão de desconsideração pela vida negra foi amplamente observado durante o julgamento de Van Schoor, onde testemunhas foram desqualificadas como “não confiáveis” por um sistema judicial ainda controlado pelos resquícios do apartheid.
Julgamento e Condenação
Apesar de ser responsável por pelo menos 39 mortes, Van Schoor foi condenado por apenas sete assassinatos e recebeu uma sentença relativamente leve, cumprindo apenas 12 anos de prisão. Muitos dos seus crimes continuam classificados como “homicídios justificáveis” pela polícia sul-africana, revelando a profunda falha do sistema de justiça da época.
Um Sistema de Violência Sistemática
O caso de Louis van Schoor não foi um incidente isolado. Ele operava em um ambiente onde a violência racial era incentivada e apoiada pelas autoridades e pela sociedade branca sul-africana. Essa conivência, que incluiu até mesmo a ausência de investigações adequadas por parte da polícia, demonstra como o apartheid criou um ambiente propício para o surgimento de figuras como Van Schoor.
PUBLICIDADE
Impacto na Sociedade Negra
Para as famílias das vítimas, a libertação de Van Schoor e a falta de justiça continua a ser uma ferida aberta. Muitos dos corpos dos mortos nunca foram recuperados, e as famílias continuam a sofrer sem um desfecho adequado. O caso de Van Schoor, que ocorreu antes da Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul, ainda é um lembrete doloroso das atrocidades cometidas durante o apartheid.

Van Schoor sentado em sua cadeira de rodas
A Libertação e a Controvérsia
Van Schoor foi libertado da prisão em 2004, após cumprir apenas uma fração de sua sentença de mais de 90 anos. Sua libertação antecipada é motivo de revolta para muitas vítimas e ativistas que acreditam que ele deveria ser responsabilizado por todos os assassinatos que cometeu. O caso continua a gerar debates na África do Sul sobre a reabertura de investigações e a necessidade de justiça para os crimes da era do apartheid.
Reflexão Final
A história de Louis Van Schoor é um testemunho perturbador da violência racial sistemática que marcou o apartheid. Suas ações, apoiadas por um sistema racista, deixaram cicatrizes profundas na sociedade sul-africana. Enquanto alguns crimes podem ter sido “legalmente justificados” na época, o impacto humano e emocional das famílias afetadas nunca será totalmente reparado. A busca por justiça continua, mesmo décadas depois do fim do apartheid.
Referência: BBC
- Charlie Northcott
- Role,BBC Africa Eye
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





