A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Veja Mais

MPF cobra ações de governos para ajudar índios venezuelanos refugiados no Pará

Integrantes da etnia Warao passaram a se deslocar para o Brasil em razão da difícil situação econômica do país natal.

Por Natan AMPOST

19/12/2017 às 18:09

Jonas Valente – Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) notificou diversas instituições públicas cobrando a apresentação de planos de trabalho de assistência a indígenas venezuelanos refugiados no Pará. Integrantes da etnia Warao passaram a se deslocar para o Brasil em razão da difícil situação econômica do país natal.

PUBLICIDADE

O MPF solicitou que as propostas de medidas sejam elaboradas e repassadas até o início de 2018. Após receber os planos, serão realizadas reuniões temáticas com a presença de representantes da etnia para avaliar e definir as ações em diálogo com cada instituição pública.

No governo federal, o MPF acionou a Casa Civil da Presidência da República e os ministérios da Justiça, Relações Exteriores e do Desenvolvimento Social, além da Fundação Nacional do Índio. No plano estadual, foram notificados o governo do Pará, incluindo as secretarias de Justiça, Assistência Social, Trabalho e Educação. Na esfera municipal, foram convocadas a prefeitura e as secretarias municipais de Educação, Indígena e de Saúde.

Cada instituição deverá elaborar um planejamento de ações em resposta às demandas dos indígenas, que envolvem moradia, assistência social, acesso a serviços de saúde, trabalho, alimentação adequada e vacinação. Os procuradores querem um esforço combinado das instituições para garantir esses direitos aos indígenas.

Pesquisa divulgada em setembro deste ano e noticiada pela Agência Brasil apontou que o principal motivo para a migração dos integrantes da etnia Warao são a fome e as dificuldades econômicas. O levantamento foi realizado pela Universidade Federal de Roraima e coordenado pelo Conselho Nacional de Imigração, com apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

PUBLICIDADE

O estudo identifica as primeiras migrações de Warao para o Brasil em 2014. Com a piora do quadro político e econômico na Venezuela o fluxo aumentou. As levas começaram se instalando em cidades do estado de Roraima, em especial Boa Vista, mas depois se espalharam para outros estados da região, como Amazonas e Pará.

Dificuldades
Segundo a Defensoria Pública da União (DPU), os Warao refugiados em Belém vivem em péssimas condições. Depois de cobranças a órgãos estatais, parte dos indígenas foi acolhida em um abrigo, mas outra segue vivendo nas ruas ou em casas alugadas em áreas insalubres. Alguns Warao tentam vender artesanato em pontos de circulação da cidade, mas vêm sofrendo com a ação de moradores de rua, com casos de material queimado e intimidação.

Na avaliação da defensora regional de Direitos Humanos da DPU para Mato Grosso, Amapá e Pará, Mayara Barbosa Soares, um primeiro desafio é garantir abrigo a quem precisa. Uma casa foi alugada pelo governo do estado, mas a defensora considera o espaço insuficiente. Também há grande tensão tanto entre os próprios índios refugiados quanto entre estes e venezuelanos não indígenas que também foram até Belém fugindo da crise.

“O maior desafio é conversar com instituições para conscientizar sobre as especificidades dessas pessoas enquanto indígenas. Mas esses órgãos não são acostumados a lidar com este tipo de pessoa. A Fundação Nacional do Índio (Funai) no Pará, que teria a experiência para trabalhar com isso, não se envolveu em nenhum momento, argumentando que só atende indígenas aldeados”, comenta Soares.

A Agência Brasil procurou tanto o governo estadual do Pará quanto a Fundação Nacional do Índio (Funai), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

A mente de uma criança com Transtorno do Espectro Autista pode ser associada a um quebra-cabeças. Parece difícil de entendê-la no primeiro momento. Porém, quando utilizamos a metodologia certa as tornamos fácil e percebemos que as dificuldades podem ser superadas.

Jorge Tertuliano

Últimas notícias

Amazonas

Eduardo Braga se irrita após ser cobrado e entra em bate-boca no interior do Amazonas: “não fez porr* nenhuma”

Após a discussão, o prefeito do município pediu desculpas pela baixaria do senador.

há 6 minutos

Manaus

Confusão entre familiares termina em pancadaria no entorno do Hospital Platão Araújo, em Manaus

Vídeos mostram troca de agressões na área externa da unidade de saúde; Polícia Militar foi acionada para controlar a situação

há 16 minutos

Polícia

Mulher tem celular e documentos do filho autista levados durante assalto em Manaus; veja vídeo

Vítima pede ajuda para recuperar documentos essenciais do filho de 6 anos, que foram levados por criminosos em duas motocicletas.

há 40 minutos

Brasil

Lula intensifica agenda de entregas e anúncios antes do início das restrições eleitorais

Governo federal acelera inaugurações, lançamentos e programas às vésperas do defeso eleitoral, que começa em 4 de julho

há 45 minutos

Polícia

Apreensão de 2,5 toneladas de drogas em Coari causou prejuízo de R$ 57 milhões ao crime organizado, diz secretário

Coronel Anézio Paiva destacou integração das forças de segurança e apoio da população para o resultado da operação no interior do Amazonas.

há 1 hora