Líder do Hamas, Yahya Sinwar, é morto na operação militar israelense em Gaza; Saiba como o corpo foi identificado
Sinwar era apontado como o principal responsável pelo massacre de 7 de outubro, durante o qual centenas de israelenses foram mortos e sequestrados.
- Foto: Mohammed Salem/Foto de arquivo/Reuters
O líder do Hamas, Yahya Sinwar, foi morto durante uma operação das Forças Armadas de Israel na Faixa de Gaza, conforme confirmado por um comunicado conjunto das Forças de Defesa de Israel (FDI) e da Autoridade de Segurança de Israel (ISA). A morte do líder do grupo foi confirmada nesta quinta-feira, 17, após uma análise de seus registros dentários e impressões digitais, segundo informações da polícia israelense. Exames de DNA também foram realizados para validar a identidade, informou a rede CNN.
De acordo com o comunicado oficial, Sinwar era apontado como o principal responsável pelo massacre de 7 de outubro, durante o qual centenas de israelenses foram mortos e sequestrados. “Yahya Sinwar planejou e executou o massacre de 7 de outubro, promoveu sua ideologia assassina antes e durante a guerra e foi responsável pelo assassinato e sequestro de muitos israelenses”, afirmou a nota divulgada pelas autoridades israelenses.
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Operação inesperada
Curiosamente, a morte de Sinwar ocorreu em uma circunstância imprevista. Segundo informações do jornal israelense *Haaretz* e confirmadas pelo chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Herzi Halevi, os soldados do Comando Sul das FDI que encontraram o líder do Hamas não estavam em uma operação direcionada para capturá-lo. Inicialmente, o objetivo era neutralizar três membros do Hamas, mas os militares não sabiam que um dos mortos era o próprio líder do grupo.
O tenente-general Herzi Halevi destacou a surpresa do momento. “Conduzimos muitas operações especiais nesta guerra, nas quais tínhamos excelentes informações e enviamos forças preparadas com precisão exata sobre onde ir. Aqui, não tivemos isso”, afirmou Halevi. Ele explicou que o reconhecimento do corpo de Sinwar foi inicialmente realizado por meio de drones, que encontraram dinheiro e documentos de identidade com os mortos. Somente após a comparação de dados biométricos é que a confirmação definitiva foi obtida.
Confirmação de identidade
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A identificação completa de Yahya Sinwar foi um processo demorado devido ao estado do corpo, que apresentava graves ferimentos, inclusive na cabeça e na perna. Fotos analisadas pelo jornal *New York Times* mostravam os danos causados, dificultando a verificação visual. Imagens compartilhadas nas redes sociais também exibiam soldados israelenses ao redor de um corpo coberto de poeira, com um grande ferimento na cabeça, que estava deitado nos escombros e usava um relógio – características que coincidiram com as descrições físicas de Sinwar.
Apesar dos obstáculos impostos pelos ferimentos, as autoridades israelenses utilizaram o formato dos dentes e pintas próximas aos olhos do cadáver como pistas iniciais, que posteriormente foram confirmadas pelas comparações dentárias e exames de DNA.
Consequências do ataque
A morte de Yahya Sinwar, considerado um dos principais estrategistas do Hamas e um símbolo da resistência palestina, representa um golpe significativo para a organização, que lidera a Faixa de Gaza. Sinwar assumiu a liderança do grupo em 2017 e, ao longo dos anos, se consolidou como uma figura central tanto nas ações militares quanto políticas da organização.
Desde o início dos conflitos recentes, o Hamas intensificou seus ataques contra Israel, enquanto as Forças de Defesa de Israel realizaram uma série de operações na Faixa de Gaza para neutralizar líderes e membros do grupo. A operação que resultou na morte de Sinwar faz parte dessa ofensiva maior, que visa desestabilizar as operações do Hamas.
*Com informações de O Globo
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