Venezuela anuncia a prisão de 19 pessoas suspeitas de serem mercenários
Dos 19 estrangeiros presos, sete tinham tido suas detenções anunciadas em 14 e 15 de setembro.
- Foto: (Divulgação)
Diosdado Cabello, ministro do Interior da Venezuela anunciou nesta quinta-feira (17) a prisão de 19 estrangeiros suspeitos de planejar a derrubada do ditador Nicolás Maduro após as eleições presidenciais. A oposição e parte da comunidade internacional acusam de fraude.
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Cabello afirmou que os detidos formariam “um grupo de mercenários” a serviço da agência de inteligência da Espanha, a CNI (Centro Nacional de Inteligência). Esta, por sua vez, estaria agindo em conluio com a sua contraparte americana, a CIA, e com o DEA, órgão antidrogas dos Estados Unidos, acrescentou.
“O plano era a derrubada da revolução bolivariana”, afirmou o ministro, referindo-se à contestada reeleição de Maduro em julho.
O plano de ação do CNI, de acordo com Cabello, consistia em levar mercenários para a Venezuela para que, uma vez no país, eles estabelecessem contato com organizações criminosas e as instruíssem a atacar pontos estratégicos do território.
Dos 19 estrangeiros presos, sete tinham tido suas detenções anunciadas em 14 e 15 de setembro, sendo que quatro são cidadãos dos EUA, dois da Espanha, e um da República Tcheca.
Os espanhóis eram José María Basoa, 35, e Andrés Martínez Adasme, 32. As famílias deles denunciaram o os desaparecimentos nas redes sociais no início de setembro.
Morador de Bilbao, o pai de Adasme afirmou ao portal espanhol El Mundo que ele e o amigo tinham viajado para a Venezuela a passeio. Ele negou que o filho tenha vínculos com a CNI.
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