Bebê velada viva havia sido diagnosticada com virose
A bebê foi inicialmente levada ao hospital na noite de quinta-feira (17/10), apresentando mal-estar.

Bebê velada viva havia sido diagnosticada com virose-Foto: Divulgação
Uma tragédia envolvendo uma bebê de oito meses em Correia Pinto, na Serra de Santa Catarina, gerou perplexidade e tristeza na comunidade local. A criança, que havia sido diagnosticada com uma virose, faleceu no último sábado (19/10), mas sua morte trouxe à tona uma série de questionamentos e controvérsias.
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A bebê foi inicialmente levada ao hospital na noite de quinta-feira (17/10), apresentando mal-estar. Após receber medicações e soro, ela foi liberada. No entanto, na madrugada de sábado, a criança retornou ao hospital, onde sua morte foi confirmada. O velório foi realizado no mesmo dia.
Durante a cerimônia, um momento angustiante ocorreu: familiares perceberam que a bebê estava respirando e mexeu a mão enquanto era velada. Esse sinal gerou um estado de alarme entre os presentes, que acreditaram que a criança poderia estar viva. Os bombeiros foram acionados e a levaram novamente ao hospital. Contudo, a morte da criança foi confirmada mais uma vez, gerando ainda mais confusão e dor entre os familiares.
O caso chamou a atenção do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que decidiu investigar as circunstâncias em torno da morte da bebê. De acordo com o MPSC, o médico responsável pela criança inicialmente afirmou que a causa da morte seria asfixia por vômito. No entanto, na declaração de óbito, constavam desidratação e infecção intestinal, gerando inconsistências nas informações.
Essa discrepância levantou questões sobre os cuidados médicos prestados e a possibilidade de erros que poderiam ter contribuído para a morte da criança. O promotor de Justiça da comarca de Lages, Marcus Vinicius dos Santos, determinou a apuração do caso, a fim de esclarecer o que realmente ocorreu.
A Polícia Científica foi acionada e deverá emitir um laudo que ajudará a elucidar as circunstâncias da morte. A situação não apenas entristeceu a família, mas também trouxe à tona discussões sobre a qualidade dos serviços de saúde na região e a necessidade de uma maior atenção às condições médicas de crianças.
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