Eleições 2024: Filiados do partido Novo pedem expulsão de Maria do Carmo após denúncia de suposto caixa 2
A informação foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.
- Foto: reprodução
Filiados ao Partido Novo ingressaram com representações pedindo a expulsão de três dirigentes da legenda em Manaus, incluindo a candidata a vice-prefeita, Professora Maria do Carmo, que integra a chapa de Capitão Alberto Neto (PL) para a prefeitura da capital amazonense. Além de Maria do Carmo, são alvos das representações Kellen Lopes, presidente do Novo em Manaus, e Ronaldo Fernandes, ex-candidato a vereador. A denúncia foi apresentada pelos filiados Édipo Turisco e Kenny Gonçalves, do município de Umuarama, Paraná, e as informações foram publicadas pela Folha de S. Paulo.
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De acordo com as acusações, há indícios de que os dirigentes tenham praticado caixa dois, uma atividade ilegal que envolve movimentações financeiras não declaradas à Justiça Eleitoral. Fernandes, que disputou as últimas eleições municipais mas não conseguiu se eleger, está no centro das denúncias, que também foram formalizadas junto à Polícia Federal e ao Ministério Público. As investigações começaram após ele revelar um esquema supostamente orquestrado por Maria do Carmo e Kellen Lopes para financiar a campanha eleitoral sem a devida prestação de contas.
Segundo a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, Fernandes teria sido contratado como coordenador de campanha de Maria do Carmo, com a promessa de receber R$ 1,4 milhão pelo trabalho. No entanto, o pagamento não teria sido feito, o que levou Fernandes a expor o esquema, apresentando áudios e mensagens de texto para comprovar suas alegações. O caso tomou maiores proporções nos últimos dias, com a imprensa local divulgando detalhes que intensificaram a pressão sobre a direção do Novo em Manaus.
A denúncia protocolada por Turisco e Gonçalves defende que o partido precisa agir rapidamente, de acordo com o estatuto da legenda. “O Partido Novo não pode simplesmente assistir, de longe, às investigações contra seus filiados, devendo agir imediatamente”, diz o documento, destacando que a situação demanda uma ação imediata para preservar a integridade do partido.
A assessoria de comunicação do Novo, por sua vez, emitiu uma nota afirmando que todas as denúncias que envolvem seus membros estão sendo tratadas pela Comissão de Ética Partidária. “Todos os trâmites internos seguem os procedimentos previstos, incluindo prazos para defesa e julgamento”, afirmou o partido. O processo deve passar por um longo caminho de análise, mas já gerou discussões internas e questionamentos sobre a conduta dos envolvidos.
O caso acendeu um alerta para possíveis irregularidades na condução da campanha de Maria do Carmo e seus aliados, com a oposição e outros setores da sociedade pedindo investigações mais profundas. A denúncia de caixa dois, se comprovada, pode ter graves repercussões não apenas para os acusados, mas para a própria imagem do Partido Novo, que se posiciona como uma legenda de renovação política e transparência.
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