Justiça arquiva caso de jovem que morreu após transar com jogador do Corinthians
A decisão ocorre em resposta ao parecer do Ministério Público (MP).
- Foto: Reprodução
A Justiça de São Paulo decidiu arquivar o inquérito policial que investigava a morte de Lívia Gabriele, jovem que faleceu após manter relação sexual com o ex-jogador da categoria sub-20 do Corinthians, Dimas Cândido. A decisão ocorre em resposta ao parecer do Ministério Público (MP), que não identificou provas suficientes para caracterizar o envolvimento intencional do atleta na morte de Lívia.
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A investigação, conduzida com base em depoimentos, laudos médicos e outras diligências, concluiu que Dimas Cândido não agiu de forma dolosa. Segundo o promotor Leonardo Dantas Costa, responsável pela Promotoria de Justiça do Júri da Capital, “não há evidências de ação dolosa” que indiquem que o jogador tivesse intenção de lesionar ou provocar a morte de Lívia. “Os elementos dos autos não demonstram que Dimas tenha, mediante sua conduta, assumido o risco da morte de Lívia”, afirmou o promotor, destacando que o atleta agiu de maneira a cooperar com as autoridades desde o início.
O promotor relatou que, após perceber que a jovem não respondia, Dimas agiu rapidamente ao chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), seguindo todas as instruções fornecidas pela equipe médica ao telefone. De acordo com os depoimentos do jogador, ele realizou manobras de reanimação até a chegada da equipe de socorro, incluindo massagem cardíaca e posicionamento da vítima conforme orientações.
A investigação também revelou detalhes do ocorrido no apartamento onde estavam. Conforme relatado por Dimas à polícia, o casal teve um primeiro momento íntimo, seguido de um descanso, após o qual decidiram por uma segunda relação sexual. Em determinado momento, ele percebeu que Lívia havia desmaiado, o que o levou a solicitar ajuda. Durante a reanimação, ele observou que ela apresentava um sangramento nas partes íntimas, informação registrada no depoimento.
O ocorrido aconteceu no dia 30 de janeiro de 2024
Onde a Lívia Gabriele e o então jogador do Corinthians Dimas de 18 anos
Marcaram de se encontrar pela primeira vez para terem relações +18 pic.twitter.com/K5pd2lFOd8
— Memes Do Twitteer (@MemesDoTwitteer) March 25, 2024
Ainda que o caso tenha mobilizado a opinião pública, a ausência de provas consistentes levou o Ministério Público a solicitar o arquivamento. Além disso, não foram encontradas imagens de câmeras ou testemunhas que pudessem auxiliar nas investigações para reconstruir os fatos de maneira mais precisa.
O arquivamento encerra um processo de múltiplas diligências conduzidas pela Polícia Civil, que buscava esclarecer os detalhes que antecederam a morte de Lívia.
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