Justiça nega pedido de prisão contra gerente do salão de beleza da ex-sinhazinha Djidja
A Polícia Civil havia solicitado a prisão de Verônica, alegando que ela estaria usando as redes sociais para ameaçar testemunhas e desacreditar as autoridades.
- Foto: divulgação
Em mais um capítulo da investigação sobre a morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, a Justiça do Amazonas negou o pedido de prisão da gerente do salão de beleza da vítima, Verônica da Costa Seixas. A decisão, proferida na última terça-feira (22), mantém a empresária em liberdade provisória, embora com novas restrições.
PUBLICIDADE
Djidja foi encontrada morta em sua residência no final de maio, e a polícia trabalha com a hipótese de overdose de cetamina como causa da morte. A substância, conhecida por causar alucinações e dependência química, teria sido fornecida por um grupo religioso fundado pela família da vítima, o “Pai, Mãe, Vida”, que promovia o uso indiscriminado da droga.
Além de Verônica, outros membros da família e funcionários dos salões de beleza ligados à família estão presos, acusados de tráfico de drogas. O Ministério Público já pediu a condenação de todos os envolvidos, incluindo a gerente do salão.
A Polícia Civil havia solicitado a prisão de Verônica, alegando que ela estaria usando as redes sociais para ameaçar testemunhas e desacreditar as autoridades. No entanto, o juiz Celso de Paula, da 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas, entendeu que as provas apresentadas não eram suficientes para decretar a prisão preventiva da empresária.
“Apesar de reconhecer que Verônica utilizou as redes sociais para atacar a dignidade de uma testemunha, o juiz entendeu que não há risco iminente à ordem pública ou à instrução criminal que justifique a prisão”, explicou o advogado de defesa da empresária.
Diante disso, o magistrado decidiu manter Verônica em liberdade, mas impôs novas medidas cautelares, como a proibição de contato com vítimas e testemunhas do processo e a restrição de se manifestar publicamente sobre o caso nas redes sociais.
PUBLICIDADE
A decisão judicial gerou grande repercussão na sociedade manauara, dividindo opiniões sobre a possibilidade de a gerente estar envolvida na morte de Djidja. A família da vítima, por sua vez, se mostrou inconformada com a decisão e promete recorrer.
“Não vamos descansar enquanto não tivermos justiça pela morte da minha filha”, afirmou, em entrevista à imprensa local.
A investigação sobre a morte de Djidja Cardoso continua em andamento, e a polícia trabalha para elucidar todos os detalhes do caso e identificar os responsáveis pela morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






