Escândalo no uso de Cotão: assessor é exonerado após pagar viagem a casa de striptease com recurso público
As corridas, realizadas durante a madrugada, foram reembolsadas com dinheiro da cota parlamentar.
- Foto: divulgação
Na manhã da última quarta-feira (30), um episódio controverso envolvendo o gabinete do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) tomou conta das redes sociais e da mídia nacional. Bruno Cardoso Araújo, chefe de gabinete do parlamentar, foi exonerado após ter utilizado recursos públicos para pagar viagens de carro de aplicativo a uma casa de striptease em Londrina (PR).
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As corridas, realizadas durante a madrugada, foram reembolsadas pela Câmara dos Deputados com dinheiro da cota parlamentar, que deve ser utilizada exclusivamente para despesas relacionadas ao exercício das atividades legislativas. A situação gerou indignação, especialmente considerando que, na data das viagens, o deputado Filipe Barros estava fora do país, participando de um fórum dos Brics em Dubai.
Bruno Araújo, que ocupava o cargo desde abril de 2023 e recebia um salário bruto de R$ 22.362,12, reconheceu em nota que as corridas foram solicitadas por engano. Ele afirmou que estava em Londrina a trabalho, mas que as viagens ocorreram fora do horário de expediente. “Por ato falho, acabei solicitando o reembolso – motivo pelo qual expresso minhas escusas”, disse ele.
Repercussão do Caso
A exoneração de Araújo foi imediata após a divulgação da matéria. A assessoria de Filipe Barros informou que o deputado ordenou a devolução dos valores gastos e a exoneração do assessor. A situação reacendeu debates sobre a transparência e o uso da cota parlamentar, um tema que já havia sido alvo de críticas em diversas ocasiões.
A Câmara dos Deputados, em resposta ao escândalo, reiterou que sua área técnica apenas verifica a autenticidade dos documentos apresentados e se os gastos estão dentro dos limites permitidos. No entanto, essa explicação não foi suficiente para acalmar os ânimos, uma vez que muitos cidadãos esperam uma maior fiscalização sobre o uso das verbas públicas.
*Com informações do Metrópoles
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