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Senador Rogério Marinho apresenta projeto para anular transferência da Amazonas Energia para empresa dos irmãos Batista

Líder da oposição no Senado quer suspender norma do governo Lula que evitou prejuízo bilionário à empresa Âmbar Energia.

Por Natan AMPOST

01/11/2024 às 11:30

O senador Rogério Marinho (PL-RN) protocolou nesta quinta-feira (31) um Projeto de Decreto Legislativo (PDL 372/2024) que busca revogar a venda da Amazonas Energia para o Grupo J&F, controlado pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, com anulação da Medida Provisória (MP) 1.232/2024 do governo Lula. O projeto visa também anular a transferência dos contratos de térmicas adquiridas pela Âmbar Energia, subsidiária da J&F, junto à Eletrobras, alegando que essas operações foram feitas com base em uma decisão judicial controversa e sem o respaldo administrativo adequado da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O cerne da proposta do líder da oposição no Senado está ligado à questão do prazo da Medida Provisória 1.232/2024, que, segundo ele, foi desrespeitado. O senador argumenta que o aditivo para a transferência foi assinado após o vencimento do prazo estipulado pela MP, que ocorreu em 10 de outubro. Em sua justificativa, Marinho invoca o direito civil, que preconiza que a falta de cumprimento dos prazos pode levar à caducidade dos direitos e obrigações.

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A Amazonas Energia, no entanto, contesta essa afirmação, alegando que a MP foi publicada em 13 de junho e sua validade se estenderia até 11 de outubro. A empresa defende que o aditivo foi assinado entre meia-noite e 1h da manhã do dia 11, horário em que, de acordo com o fuso horário de Manaus, ainda era 23h do dia anterior, reforçando sua posição de que a operação foi realizada dentro dos limites legais.

Marinho defendeu a medida como essencial para trazer estabilidade jurídica ao setor, apontando que o decreto legislativo proposto teria papel fundamental na resolução de disputas judiciais decorrentes da caducidade da Medida Provisória (MP) 1.232/2024. “A extinção dos processos administrativos busca evitar a criação de obrigações sem o devido respaldo legal, o que prejudica a segurança jurídica do setor energético,” afirmou o senador em sua justificativa.

Implicações Jurídicas e Econômicas

A disputa em torno da transferência da Amazonas Energia terá uma análise judicial que ficará sob a responsabilidade da juíza federal Jaiza Fraxe. A magistrada já havia determinado condições que favoreceram os novos controladores, resultando em um custo de R$ 14 bilhões ao longo de 15 anos para os consumidores brasileiros. Marinho acredita que a aprovação do PDL pode estabilizar as relações jurídicas e financeiras que envolvem essa transação.

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A situação financeira da Amazonas Energia é crítica, com uma dívida acumulada de R$ 11 bilhões, além de enfrentar altos índices de fraudes e furtos de energia. A aprovação do PDL poderia resultar em uma reavaliação da gestão da distribuidora, que tem enfrentado dificuldades operacionais e de credibilidade.

Controvérsias sobre o Repasse Tarifário

O processo de venda da Amazonas Energia tem sido marcado por uma série de divergências. De acordo com Marinho, a Aneel havia sugerido um ajuste de R$ 9,7 bilhões nas tarifas de energia, um valor que está acima dos R$ 8 bilhões inicialmente propostos pela própria agência, mas ainda aquém dos R$ 14 bilhões reivindicados pela Âmbar Energia. A empresa argumentava que o montante seria necessário para garantir a viabilidade econômica da operação. Em meio a esse impasse, o senador destacou que o Grupo J&F, à época, tinha a responsabilidade de avaliar a proposta da Aneel e responder com uma contraproposta que atendesse aos requisitos estabelecidos pela agência.

Marinho ainda detalhou que a Aneel estipulou um aporte mínimo de R$ 8,5 bilhões para cobrir as dívidas da distribuidora, exigência que confrontava com a oferta inicial de R$ 6 bilhões por parte dos compradores. Segundo o senador, essa diferença contribuiu para o ambiente de incerteza que envolve a operação, e a falta de um consenso sólido impediu que a compra fosse concluída dentro do prazo determinado.

“À época, competia aos compradores a aceitação, a rejeição ou a formulação de nova proposta a ser submetida à apreciação da Aneel, que também havia estabelecido um aporte mínimo de R$ 8,5 bilhões para a amortização das dívidas da distribuidora, ante uma oferta inicial de R$ 6 bilhões pelos compradores interessados”, relatou o parlamentar.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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