Governador Antonio Denarium pede a Lula presídio federal para venezuelanos em Roraima
Denarium expôs dados que indicam que Roraima é a principal porta de entrada para venezuelanos no Brasil.
- Foto: divulgação
Durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e governadores no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (31), o governador de Roraima, Antonio Denarium, reiterou a necessidade de revisão da lei de imigração brasileira, devido ao impacto crescente do fluxo migratório de venezuelanos em seu estado. Denarium solicita ao presidente que as políticas migratórias sejam repensadas, destacando questões de segurança e infraestrutura que estão sobrecarregadas em Roraima.
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O governador também defendeu a criação de um presídio federal exclusivo para imigrantes venezuelanos e a extradição de estrangeiros detidos, especialmente aqueles sem documentos ou antecedentes criminais selecionados. “Solicito uma revisão na lei de migração do Brasil. Eles entram no Brasil como refugiados, e muitos deles, praticamente 100%, não apresentam documentos ou antecedentes criminosos”, afirmou Denarium. Segundo ele, a ausência de informações sobre os antecedentes dos imigrantes gera preocupação na segurança local.
Denarium expôs dados que indicam que Roraima é a principal porta de entrada para venezuelanos no Brasil, recebendo cerca de 70% dos imigrantes. Ele destacou que o estado acolhedor mais de 180 mil venezuelanos, número significativo em relação à população local, que ultrapassa pouco mais de 600 mil habitantes. Desde o agravamento da crise humanitária na Venezuela, mais de 1,2 milhão de venezuelanos chegaram ao país, sendo que muitos se estabeleceram em Roraima.
O impacto na segurança pública do estado foi outro ponto abordado pelo governador. Ele afirmou que 30% das ocorrências policiais em Roraima envolveram venezuelanos. No sistema prisional, o número de imigrantes é expressivo: atualmente, 515 venezuelanos estão cumprindo pena em penitenciárias locais, o que, segundo Denarium, representa um peso econômico para o estado. “A manutenção desses presos é muito cara”, comentou.
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