Trio é indiciado suspeito de provocar incêndios em regiões de mata fechada
De acordo com a Defesa Civil, a presença de fumaça na região diminuiu em aproximadamente 70% nas últimas 24 horas.
- Foto: divulgação
Três pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por suspeita de causarem os incêndios que devastaram o distrito de Mosqueiro, em Belém, e podem enfrentar multas pesadas, de R$ 500 até R$ 50 milhões, conforme previsto pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). A informação foi divulgada nesta sexta-feira (8). As autoridades buscam conter os danos ambientais e punir os responsáveis pelo crime.
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De acordo com a Defesa Civil, a presença de fumaça na região diminuiu em aproximadamente 70% nas últimas 24 horas. Os focos de incêndio, que se espalharam ao longo da rodovia PA-391, já destruíram cerca de 750 hectares, segundo estimativa da Cooperativa dos Agricultores de Mosqueiro. O Corpo de Bombeiros registrou cerca de 20 focos de incêndio por dia, demonstrando a gravidade e a dificuldade de controlar o fogo.
A crise ambiental trouxe também uma série de impactos à saúde pública. No Hospital de Mosqueiro, o aumento nos casos de doenças respiratórias foi alarmante, com um crescimento de 1300% nos atendimentos. O número saltou de apenas três casos no domingo (3) para quase 40 pacientes diários ao longo da semana, principalmente crianças, que têm sido as mais afetadas pela fumaça e o ar poluído.
A situação tem gerado grandes prejuízos para a comunidade local, com cerca de 3 mil famílias da zona rural de Mosqueiro sofrendo as consequências das chamas. O agricultor Adel Oliveira, por exemplo, relatou a perda de uma plantação com mil pés de açaí, sua principal fonte de renda.
Claudionor Corrêa, coordenador da Defesa Civil Municipal, informou que as equipes de combate ao incêndio continuam trabalhando para conter novos focos e evitar a propagação das chamas. “Estamos em ‘risco médio’ agora, mas o trabalho é constante para que o fogo não retorne,” explicou. As comunidades mais afetadas foram 19 de Abril, Nova Esperança e Vitória.
As autoridades seguem em alerta, monitorando o avanço do fogo e as condições climáticas, enquanto medidas são tomadas para garantir a segurança e a recuperação das áreas atingidas.
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