Morte brutal de suplente trans pode ter elo com CV e PCC
A polícia suspeita que Santrosa poderia estar ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Foto: divulgação
O assassinato da cantora e suplente de vereadora trans Santrosa, encontrada decapitada e com os membros amarrados em uma região de mata neste domingo (10/11), ganha contornos cada vez mais complexos. Segundo o delegado Bráulio Junqueira, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a principal linha de investigação aponta para um possível envolvimento da vítima com facções criminosas.
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Junqueira afirmou que a hipótese de transfobia como motivação para o crime está praticamente descartada. “Não tem nada de transfobia, não matou por causa da condição. Nada disso. Tem mais ligação com guerra de facção, mesmo”, disse o delegado.
A polícia suspeita que Santrosa poderia estar ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e que teria passado informações sigilosas para a facção rival, o Comando Vermelho (CV). “Ela poderia estar ligada ao PCC e passando informação, falando demais. Essas são as primeiras informações. E o Comando Vermelho mandou ‘passar’ ela. A forma de matar deles é essa aí mesmo, tirar a cabeça”, detalhou o delegado.
A brutalidade do crime, com a decapitação da vítima, reforça a hipótese de um acerto de contas entre facções criminosas. A polícia investiga agora a vida pessoal e profissional de Santrosa para identificar possíveis envolvimentos com o crime organizado.
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