Mulher presa por cortar pênis do marido pode ir para o regime semiaberto
O crime ocorreu após Daiane descobrir uma traição de Gilberto com uma sobrinha de 15 anos.

Foto: Divulgação
Daiane dos Santos Faria, de 34 anos, presa desde o final de 2023 por um crime bárbaro, pode ter sua pena convertida para o regime semiaberto em fevereiro de 2025. Ela cumpre atualmente a pena na Penitenciária de Mogi Guaçu, localizada no interior de São Paulo, após ser condenada a 4 anos, 8 meses e 20 dias por cortar o pênis de seu marido, Gilberto Nogueira de Oliveira, de 40 anos. O crime ocorreu após Daiane descobrir uma traição de Gilberto com uma sobrinha de 15 anos.
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Segundo o próprio marido, Gilberto, Daiane já trabalha dentro da prisão e, por isso, acumula remições de pena, que podem possibilitar a conversão para o regime semiaberto. Ele revelou em entrevista que a previsão para que a esposa cumpra o restante da pena em liberdade parcial é fevereiro de 2025. “Ela está trabalhando na detenção, por isso já tem as remições necessárias para o semiaberto”, explicou Gilberto, que também contou que está ajudando a pagar os custos da defesa de Daiane. Além disso, ele mencionou que a defesa da mulher está tentando uma remição de pena em última instância, que será analisada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
Gilberto, conhecido como Tony, afirmou que ainda não sabe como será a logística de sua esposa em regime semiaberto, uma vez que ela está presa em uma cidade enquanto ele mora e trabalha em um município vizinho. No entanto, ele afirmou que continuará a apoiá-la e já perdoou o crime. “Eu amo minha esposa, perdoei o que ela fez. Eu dei motivo para ela fazer isso”, declarou o marido, que, segundo ele, entendeu que o ato foi motivado por uma traição emocionalmente devastadora.
O crime ocorreu após Daiane descobrir que Gilberto a estava traindo com a sobrinha de apenas 15 anos. Segundo o relato do próprio Gilberto, a situação foi o estopim para o ataque de Daiane, embora ele tenha reconhecido que o comportamento da esposa não fosse justificável. “As pessoas dizem que não justifica, que o que ela fez foi errado. Mas, para mim, eu dei motivo. Ela não fez por algo banal”, afirmou ele.
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