Facções, tortura e brutalidade: o que se sabe sobre o assassinato das irmãs encontradas enterradas
As jovens foram encontradas enterradas uma sobre a outra, com claros sinais de violência.
O crime que abalou a região da Santa Maria da Codipi, na Zona Norte de Teresina, teve desfecho no último sábado (16), quando a perícia do Instituto de Medicina Legal (IML) confirmou que os corpos encontrados em uma cova rasa pertencem às irmãs Joicinéia Dias da Silva, 23 anos, e Francinete Pereira da Silva Neta, 24 anos. Desaparecidas desde a quarta-feira (13), as jovens foram encontradas enterradas uma sobre a outra, com claros sinais de violência.
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Segundo o delegado Francisco Baretta, coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as irmãs mantinham relações com membros de facções criminosas, o que pode ter sido determinante para o crime. Joicinéia e Francinete tinham laços com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), mas, conforme apurado, teriam iniciado envolvimentos com membros de um grupo rival, o Bonde dos 40.
“Estamos investigando se esse envolvimento foi o motivo do crime. Essas informações estão sendo formalizadas no inquérito policial”, destacou Baretta. Ele ainda acrescentou que o cenário encontrado reforça as suspeitas de que a motivação para o duplo homicídio tenha relação direta com a rivalidade entre as facções.
Tortura e crueldade
Os corpos das irmãs apresentavam marcas de tortura, conforme revelado pela perícia preliminar. Uma mulher está entre os principais suspeitos de envolvimento direto no crime, sendo apontada como a responsável por cortar o cabelo das vítimas e presenciar os atos de violência. “Os corpos estavam enterrados, e não há dúvidas de que houve homicídio e extrema violência”, afirmou o delegado.
O delegado Baretta também explicou que a tortura pode ser tratada como um crime autônomo, além do homicídio. “Já conversamos com o IML para determinar a natureza jurídica do caso, e há a possibilidade de incluir a qualificadora de tortura, garantindo que os responsáveis recebam punições adicionais específicas”, reforçou.
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Provas em vídeos
Vídeos que circulam nas redes sociais estão sendo analisados pela polícia. As gravações mostram suspeitos comemorando a morte das irmãs e, supostamente, imagens das vítimas sendo torturadas. Esse material pode ser crucial para identificar os envolvidos e compor o inquérito que busca esclarecer as circunstâncias do crime.
As autoridades trabalham para responder às “sete indagações clássicas” das investigações de homicídios, incluindo autoria, motivação e dinâmica do crime. A equipe policial busca capturar todos os envolvidos, com atenção especial à análise de provas digitais.
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