Bolsonaro acompanha operação da PF contra plano de assassinato de Lula durante férias em Alagoas
A operação prendeu o general da reserva Mario Fernandes, ex-Secretario-Geral da Presidência de Bolsonaro.
- Foto: divulgação
Enquanto a PF cumpria os mandatos, Bolsonaro estava em São Miguel dos Milagres, uma famosa praia do litoral alagoano, onde passava férias na pousada do ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL). Segundo aliados, o ex-presidente preferiu evitar comentários detalhados sobre a operação, mas posteriormente a ação como uma “tentativa de Lula de fortalecer sua imagem de democrata” durante a 19ª Cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro.
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Prisões e plano de assassinato
A operação prendeu o general da reserva Mario Fernandes, ex-número dois da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro, e os tenentes-coronéis Rodrigo Bezerra de Azevedo, Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima. Também foi detido o policial federal Wladimir Matos Soares.
De acordo com as investigações, o grupo elaborou um plano para assassinar Lula e o então vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), no dia 15 de dezembro de 2022, antes da posse presidencial. A PF acordou um “planejamento operacional detalhado”, incluindo mapas e estratégias logísticas.
Os detidos são acusados de crimes como associação criminosa, tentativa de homicídio e planejamento de ações subversivas. A operação ainda apreende documentos e equipamentos eletrônicos que podem conter mais provas sobre o esquema.
G20 e repercussões políticas
A operação ocorre durante a reunião da 19ª Cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro. O evento, comandado por Lula, reúne líderes globais, como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden; o líder chinês, Xi Jinping; e o recém-eleito presidente da Argentina, Javier Milei.
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Aliados de Bolsonaro afirmam que a operação foi programada estrategicamente para coincidir com o G20, com o objetivo de projetar Lula como defensor da democracia em um cenário internacional. Já os opositores veem as prisões como um avanço importante na responsabilização de grupos extremistas que tentaram desestabilizar o país durante uma transição de poder.
Bolsonaro e o silêncio estratégico
Desde que deixou a Presidência, Bolsonaro mantém um discurso de negação sobre qualquer envolvimento em ações golpistas, mas as investigações da PF sugerem conexões preocupantes entre o ex-presidente e os acusados. O caso da “minuta do golpe” levantou questionamentos sobre até onde Bolsonaro estava disposto a ir para permanecer no poder.
Apesar da gravidade das acusações, o ex-presidente parece adotar uma postura de distanciamento. Durante as férias em Alagoas, foi visto pescando e conversando com aliados próximos, como Gilson Machado, sem mencionar publicamente o impacto das prisões.
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