Câmara acata parte das mudanças do Senado e manda para sanção
O texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Foto: divulgação
A Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira (19) a votação do projeto de lei que busca ampliar a transparência no uso das emendas parlamentares. O texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representando um marco na tentativa de aperfeiçoar o controle sobre os recursos destinados a deputados e senadores para suas bases eleitorais.
PUBLICIDADE
As emendas parlamentares são instrumentos orçamentários que permitem aos parlamentares direcionar verbas públicas a projetos e iniciativas em seus estados e municípios. Após passar inicialmente pela Câmara, o projeto sofreu alterações no Senado, o que exigiu uma nova análise pelos deputados antes de sua aprovação definitiva.
Mudanças no texto e articulação política
O relator do projeto, deputado Elmar Nascimento (União-BA), aceitou algumas das mudanças propostas pelos senadores. Entre as mais significativas está a exclusão da possibilidade de bloqueio das emendas para atender ao cumprimento do arcabouço fiscal. Essa exclusão foi vista como uma vitória para os parlamentares, garantindo maior previsibilidade no uso desses recursos.
O projeto é resultado de uma articulação entre o governo federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional, iniciada após o ministro Flávio Dino, do STF, suspender a execução das emendas e exigir maior transparência na aplicação das verbas. A medida reflete um esforço conjunto para ajustar os mecanismos orçamentários após o fim das controversas emendas de relator, também conhecidas como “orçamento secreto”.
Transparência ainda limitada
Embora o texto represente avanços na fiscalização das emendas parlamentares, ele não alcança todos os critérios de transparência esperados. Uma das principais críticas ao projeto é que os responsáveis pelas emendas de comissão – modalidade que ganhou relevância após o STF declarar inconstitucionais as emendas de relator – permanecem anônimos.
Essa lacuna no projeto gera preocupações em relação à rastreabilidade dos recursos e à garantia de que os fundos serão usados de maneira adequada. Organizações da sociedade civil e especialistas em orçamento público têm alertado sobre a necessidade de maior clareza nas indicações e destinações das verbas.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






