MPF pede suspensão dos salários de militares indiciados por tentativa de golpe
Além da suspensão dos salários, o MPF também solicitou a indisponibilidade dos bens de todos os 37 indiciados pela PF.
- Foto: divulgação
Em um novo capítulo da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado ocorrida após as eleições de 2022, o Ministério Público Federal (MPF) deu um passo importante ao solicitar a suspensão dos salários de 25 militares indiciados pela Polícia Federal (PF). A representação foi enviada ao Tribunal de Contas da União (TCU) nesta sexta-feira (22/11).
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A solicitação do MPF se baseia no argumento de que os militares indiciados, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, os ex-ministros general Heleno e Braga Netto e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, teriam tramado contra a própria instituição que os remunera. Ao participar de uma organização criminosa com o objetivo de abolir o Estado Democrático de Direito, esses militares teriam violado o dever funcional de defender a Pátria.
O subprocurador-geral Lucas Furtado, responsável pela representação, destacou que não é justo que o Estado continue a pagar salários a indivíduos que planejaram sua própria destruição. “A se permitir essa situação (a continuidade do pagamento de remuneração a esses indivíduos), na prática, o Estado está despendendo recursos públicos com a remuneração de agentes que tramaram a destruição desse próprio estado, para instaurar uma ditadura”, argumentou Furtado.
Além da suspensão dos salários, o MPF também solicitou a indisponibilidade dos bens de todos os 37 indiciados pela PF, incluindo os 25 militares e outros 12 civis envolvidos no plano golpista.
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