General preso por planejar mortes de Lula e Moraes esqueceu fotos comprometedoras na nuvem
As selfies destacam a participação do militar em manifestações contra o resultado das eleições de 2022.
- A Polícia Federal encontrou imagens comprometedoras do general da reserva Mario Fernandes, ex-secretário-executivo do governo Bolsonaro, em manifestações pedindo "intervenção federal" e frequentando acampamentos considerados antidemocráticos após as eleições de 2022.
- As fotos foram localizadas em uma nuvem de dados e criadas com um aparelho diferente do celular atualmente usado por Fernandes, o que levanta suspeitas de tentativa de ocultação de provas.
- Segundo a investigação, Fernandes é apontado como um dos militares mais radicais e peça-chave em supostos planos golpistas, com ligação direta a líderes de protestos e outros oficiais investigados por conspiração contra a democracia.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: divulgação
A Polícia Federal (PF) localizou imagens comprometedoras do general da reserva Mario Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro, durante investigação que apura seu envolvimento em um suposto plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF Alexandre de Moraes. As fotos, encontradas em uma nuvem de dados, mostram o militar sorridente em manifestações pedindo “intervenção federal” em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília, pouco antes da posse de Lula.
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Segundo o relatório da PF, as imagens foram criadas em novembro de 2022 e registradas com um iPhone XR, diferente do celular atualmente utilizado por Fernandes, que foi “resetado” em junho de 2023. A ação reforça as suspeitas de tentativa de ocultação de provas. “Cabe observar que os metadados das imagens indicam um aparelho diferente do que está sendo analisado, sugerindo que esse era o dispositivo utilizado por Mario à época”, aponta o documento.
- Foto: divulgação
As selfies destacam a participação do militar em manifestações contra o resultado das eleições de 2022. Além disso, registros indicam que ele frequentava os acampamentos montados nas proximidades do QG do Exército, locais que se tornaram símbolos de atos antidemocráticos liderados por apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação também se apoia em declarações de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que citou Fernandes como um dos militares mais radicais em sua colaboração premiada. Segundo a PF, o general integrava um grupo de oficiais de alta patente que conspiravam para influenciar a consumação de um golpe de Estado.
Em fevereiro, Fernandes foi alvo da Operação Tempus Veritatis, que cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. A corporação destacou a relação direta do militar com líderes de protestos e manifestantes radicais no período pós-eleitoral. “As condutas identificadas demonstram que Mario Fernandes se trata, de fato, de um dos militares mais radicais que integravam o núcleo investigado”, afirmou a PF no relatório.
Fernandes, que ocupou cargos de destaque no governo Bolsonaro de outubro de 2020 a janeiro de 2023, é agora visto como uma peça-chave para desvendar as articulações golpistas. Os indícios contra ele reacendem o debate sobre a participação de integrantes das Forças Armadas em ações antidemocráticas.
A defesa do general ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações ou sobre os arquivos encontrados. Enquanto isso, a PF segue analisando os materiais apreendidos, buscando aprofundar as conexões entre o militar e os eventos que marcaram o período de instabilidade política no Brasil.
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