Militar suspeito de planejar morte de Lula presta depoimento à PF
O depoimento teve início às 14h, em uma unidade da PF no Rio de Janeiro.

Foto: RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL
O tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo, integrante das Forças Especiais do Exército Brasileiro, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (28), como parte das investigações relacionadas à Operação Contragolpe, deflagrada no último dia 19. Azevedo é um dos quatro militares que estão sendo investigados por suspeita de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. O depoimento teve início às 14h, em uma unidade da PF no Rio de Janeiro, onde o militar está preso preventivamente há dez dias.
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De acordo com o advogado de defesa, Jeffey Chiquini, o tenente-coronel está disposto a colaborar com as investigações e esclarecer todas as dúvidas levantadas pelas autoridades. “Nosso objetivo é apresentar todas as informações necessárias para elucidar os fatos e comprovar a inocência de meu cliente”, afirmou Chiquini. A defesa também anunciou que realizará uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro, para discutir a participação atribuída ao oficial e fornecer novos esclarecimentos sobre o caso.
A Operação Contragolpe, conduzida pela Polícia Federal, investiga um suposto plano que teria sido articulado a partir de novembro de 2022 com o objetivo de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito democraticamente nas eleições presidenciais daquele ano. Entre os investigados estão, além de Rodrigo Bezerra Azevedo, o general da reserva Mário Fernandes e os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima e Rafael Martins de Oliveira, além do policial federal Wladimir Matos Soares.
Segundo o relatório da PF, os suspeitos teriam participado de ações operacionais ilícitas que incluíam, entre outras medidas extremas, o assassinato de figuras centrais do governo e do Judiciário brasileiro. Entre os alvos do suposto plano estavam o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que também presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época.
*Com informações da Agência Brasil
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